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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Ano Novo, Vida...

Publicado na edição de hoje (3.01.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Déjà vu!


Ciclicamente a euforia da renovação do calendário leva-nos a bater palmas, deitar os foguetes e ainda a apanhar as canas.
Periodicamente, (e em alguns casos quão religiosamente) despedimo-nos de um ano velho, usado e gasto e para entrarmos num novinho em folha e por estrear. Mas será melhor?! Nem sim, nem não… antes pelo contrário.
Pessoalmente não tenho ilusões. Não sendo por natureza pessimista, não posso deixar, no entanto, de ser realista.
Não acredito que 2008 seja melhor que 2007. Mesmo que não seja pior (circunstância que não coloco de parte), pelo menos será igual… o que pressupõe alguma decepção.
Na justiça os processos mais mediáticos (casa pia - apito dourado - autarcas) continuam por resolver; a ordem dos advogados conheceu novo bastonário e as escutas telefónicas voltaram à ordem do dia.
Na saúde a contestação cresce com o desagrado pelas políticas de encerramento dos cuidados essenciais.
A educação envolveu-se num chorrilho de normas e regulamentos que, em vez de estruturar um sector vital para o desenvolvimento do país, descaracterizam o processo educacional, transformando o ensino numa realidade meramente estatística. Salva-se o prémio atribuído ao Prof. Arsélio Martins.
A economia viveu entre OPA’s falhadas, fusões fantasma, o “caos” BCP e animava os últimos dias de 2007 entre acusações, pressões políticas de danças de cadeiras. Mas crescer e potenciar o país é algo que ainda não passa de uma miragem. O que voltou a crescer foi o debate em torno do processo OTA.
O desemprego mantém o país na cauda da Europa e manteve ainda as organizações sindicais activas.
A política, cada vez mais afastada dos cidadãos, sentiu a crise em que mergulhou a autarquia lisboeta (e os reflexos que teve, principalmente, no PSD e no CDS), espelho de muitas crises por outras autarquias deste país; registou ainda o regresso do populismo de Santana Lopes, sem esquecer o mediatismo e jogos de poder constantes em Alberto João Jardim; bem como seis meses de intensa vivência europeia, culminada com o processo do Tratado Europeu que foi “porreiro, pá!” (apesar da influência notada do peso Alemão e Francês) e da Cimeira EU-África envolta na polémica Reino Unido-Zimbabwe que relegou para segundo plano os direitos humanos no continente africano. Mesmo assim, a presidência portuguesa da EU ainda teria tempo para alargar o espaço Schegen, com uma inovação tecnológica lusa - o “SISone4ALL”.
A sociedade portuguesa começava o ano de 2007 a “olhar para o umbigo”, com o referendo pela despenalização do aborto, que, apesar de continuar a não ser vinculativo, o não conservador acabaria por perder, para, a partir de 3 de Maio viver apaixonadamente envolvida no mediatismo exacerbado do desaparecimento, no AllGarve, da pequena Madie e mais recentemente da pequena “Esmeralda”. As estradas portuguesas transformaram-se em verdadeiros “campos de batalha”.

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