Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

25
Jan 08
Publicado na edição de ontem (24.01.08) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
À nossa saúde!


Facto: a adversidade bateu à porta de uma família de Anadia, originada pelo falecimento de um bebé de apenas dois meses.
Aqui deveria terminar esta crónica. Nada justifica que se faça aproveitamento da infelicidade dos outros para justificar as nossas posições e convicções.
Ou melhor. Nada… a não ser o desespero, a insegurança, a revolta!
Não sei se, em alguma circunstância, alguém poderá afirmar que a vida daquele bebé poderia ser mantida se a urgência do Hospital de Anadia não tivesse sido encerrada. Mas também não é tolerável querer-se condicionar a legitimidade de sustentar a dúvida do contrário. Até porque, pasme-se, o bebé foi assistido às portas do Hospital de Anadia, perante uma plateia de “curiosos” no exterior e de pessoal do sector da saúde “colado” às janelas, observando de forma impotente ao esforço inglório dos colegas dentro da ambulância.
E isto não é uma questão de aproveitamento político. É uma contestação de factos.
Hoje, em Portugal, nasce-se e morre-se à beira de uma estrada, no interior de uma ambulância.
Esta é a imagem de insegurança e de perda de qualidade de vida que as populações vão sentindo, cada vez mais. Ou pelo menos uma grande parte delas.
Até por uma questão de justiça e equidade.
Não se pode pedir a um cidadão do interior desertificado e desestruturado que se sinta tão português como alguém dos grandes centros urbanos, para as quais basta percorrer meia dúzia de quarteirões para ter acesso a todo e qualquer cuidado de saúde.
O resto do país é paisagem… pelo menos aquela que ainda vale a pena contemplar.
Na saúde, as pessoas (ao contrário de um dos grandes lemas da campanha eleitoral do actual governo) são meros dados estatísticos, são números. No ensino o reflexo é idêntico. Na relação estado - cidadão, idem “aspas, aspas”.
Este também é um aproveitamento político. Deste modo, pelo lado governamental. O não assumir responsabilidades, o não saber reconhecer os erros estratégicos e políticos que sustentam reformas sem estruturação eficiente, apenas assentes numa lógica estatística e economicista.

Para continuar a ler AQUI.
publicado por mparaujo às 20:47

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