Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

06
Set 11

A Autarquia Aveirense vai promover mais uma edição do concurso "Aveiro Jovem Criador".
O concurso, que vai para a sua 12ª edição, tem como objectivo a descoberta, promoção e reconhecimento de novos talentos através da apresentação de trabalhos inéditos e originais em áreas como a pintura, escultura, escrita, fotografia e arte digital.

Podem apresentar trabalhos nas respectivas áreas os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, até ao próximo dia 21 de Outubro, na Casa Municipal da Juventude da Câmara Municipal de Aveiro.
publicado por mparaujo às 22:35

No âmbito do processo de privatizações, dentro do lote conhecido de empresas a privatizar, concessionar ou retirar a participação do estado, a RTP tem sido a mais mediatizada, nestes últimos tempos.
Primeiro, com a criação de um grupo de missão com o objectivo de avaliar o “serviço público” prestado pelo grupo RTP. Embora este seja um aspecto importante e de natural antagonismo nas opiniões
(como se pode verificar, a título de exemplo), de um modo muito simplicista e linear, tendo a concordar que a questão do “serviço público” não deve condicionar a tutela directa de um órgão de comunicação, por parte do Estado, (para isso já existe a Lusa como agência de informação do Estado), mas deve estar “condicionado” a uma regulação do sector da comunicação muito mais incisiva e eficaz, e que defenda e proteja (também) os interesses e direitos dos cidadãos.
E quando políticos e partidos (ao caso, o PS) afirmam que o
"carácter obrigatório da existência de uma estrutura do Estado que preste um serviço público de rádio e de televisão, é um instrumento essencial para assegurar a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político", é, no mínimo, demagogia e retórica política.

Porque, independentemente da situação de crise e da necessidade de contenção da despesa pública, é, em qualquer situação e realidade, incompreensível que um “serviço público” custe, ao Estado e, por conseguinte, a todos os cidadãos (mesmo os que não gostam), 225 milhões de euros (dois terços da dívida da RTP e que será paga pelo Estado).

Além disso, apesar da insularidade das regiões autónomas, é perfeitamente cabal a inserção de conteúdos regionais na programação dos canais de televisão ou o acesso à informação por parte dos madeirenses e dos açorianos, sem o recurso de encargos na ordem dos 24 milhões de euros anuais. O que seria da RTP e do Estado se qualquer outra das regiões do país (Algarve, Alentejo, Beiras, o cada vez mais desertificado Interior) exigisse um canal regional, mesmo que apenas emitisse quatro horas diárias?!

Daí que seja lógico e compreensível que o Governo estude uma reestruturação do Canal Público de Rádio e Televisão, perspectivando todo e qualquer cenário possível. Mas de forma abrangente e não pontual.
Neste quadro, fazendo fé no que veio a público (RTPN passará a chamar-se RTP Informação a 19 de Setembro; RTPN muda identidade para RTP Informação) não se percebe que haja uma consolidação e uma redefinição do canal RTP N, embora com o nobre objectivo de relançar a informação e posicionar o canal, sem que essa reestruturação não englobe, por exemplo, a RTP2. Esta seria uma excelente oportunidade para uma fusão dos dois canais, melhorando os recursos, o serviço prestado, a qualidade informativa e formativa, dando uma maior dimensão.

Para terminar, e a título de curiosidade, é interessante perceber até que ponto a tutela conseguirá “negociar” a reestruturação o grupo RTP com esta quantidade “colossal” de representações sindicais dentro da mesma empresa: Sindicato dos Meio Audio Visuais, STT, SINTTAV, Federação dos Engenheiros, SITIC, SICOMT, FETESE, SITESE e Sindicato dos Engenheiros da União Europeia (fonte: Sábado online).

Por fim… declaração de interesses. “Toda e qualquer opinião aqui expressa nada tem a ver com o reconhecido profissionalismo de todos os funcionários do grupo RTP, nomeadamente os seus jornalistas, dos quais alguns são amigos pessoais há quase 30 anos, outros são-no há menos tempo mas nem por isso menos importantes. Acredito que o excelente trabalho que produzem (com todos os erros inerentes à profissão, como em qualquer lado) terá a mesma qualidade (ou até mais) se as circunstâncias da RTP se alterarem”. Disse!

publicado por mparaujo às 11:45

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