Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

22
Set 14

A guerra traz-nos imagens e realidades cruéis. Facto.

A fome traz-nos imagens e realidades que abominamos e dificilmente compreendemos face aos recursos que existem no mundo e nos países. Facto.

A morte, por mais natural que seja, afigura-se-nos sempre “estúpida”. Facto.

Portugal tem todas as potencialidades para ser um país exportador de serviços de inovação e tecnologia. Facto.

O 25 de Abril de 74 trouxe-nos liberdade, democracia, mais educação, mais saúde, mais emprego (mesmo que a taxa de desemprego esteja a níveis insuportáveis), mais igualdade, mais justiça. Não vale a pena esconder o que era a realidade antes e pós 1974. Facto.

Não consigo entender que em 2014, com tudo o que nos rodeia e nos é proporcionado, cultural e socialmente vivamos, em Portugal, ainda em plena Idade da Pedra.

Factos:

Violência doméstica aumentou 2,3% no primeiro semestre de 2014.

Em seis meses (1º semestre de 2014) 24 mulheres foram mortas e 27 vítimas de tentativa de homicídio (apesar da violência doméstica não ter como vítima exclusiva a mulher)

Tudo isto a juntar a outros dados resultantes de estudos referentes a 2012 e que não vislumbram redução significativa ou, preferencialmente, a sua extinção.

Processos de violência doméstica são arquivados em 80% dos casos.

Violência doméstica presenciada por crianças em 42% dos casos.

Violência doméstica contra idosos aumentou 76% em dois anos.

Tudo isto é estúpido, inaceitável, cruel, abominável… e não são apenas os tempos de crise, de desemprego, de problemas financeiros domésticos e pessoais, que sustentam os actos em si.

Há questões nacionais mais prementes que as primárias no PS ou o regresso do mais degradante lixo televisivo que é a Casa dos Segredos.

publicado por mparaujo às 16:09

Longe vai o tempo das paisagens com os montes brancos de sal a seguir ao Canal de S.Roque ou na marginal em direcção à Gafanha da Nazaré. Não é uma questão de saudosismo, é a constatação de uma realidade.

O chamado "progresso" urbano, a vertente ambiental, as alterações na Ria de Aveiro, razões económicas e sociais, ditaram o abandono da quase totalidade das salinas/marinhas em Aveiro.

Por isso, longe também vão os tempos de um dos grandes pólos económicos e de desenvolvimento da cidade e da região: o Sal.

Há, no entanto, quem ainda resista aos novos tempos e aos novos mercados. Poucos, mas ainda os há e que vão resistindo mesmo nas adversidades.

É o que relata o jornalista Rui Tukayana, da TSF, neste trabalho sobre a produção de sal neste ano de 2014: muita qualidade mas pouca quantidade devido a um verão perfeitamente atípico.

"Pouco sal nas salinas", uma reportagem de Rui Tukayana.

Faz falta em Aveiro um museu permanente (para além do ecomuseu da Troncalhada) da história social, cultural e económica do Sal. Tal como faz falta um museu permanente da história social, cultural e económica do Azulejo, do Barro e da Cerâmica.

Não por saudosismo mas pela preservação da identidade e história aveirenses, projectando-se assim novos futuros.

publicado por mparaujo às 11:41

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