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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

Que a memória não apague, nem esqueça.

Cecilia Carmo.JPG

Ninguém é insubstituível... embora a máxima, em relação à vida, seja, no mínimo, questionável.

Mas no que respeita à sociedade (ao trabalho, à escola, ao círculo de amigos ou de acção) isso será verdade. Uns surgem, outros deixam espaços vazios, mas com mais ou menos esforço há sempre forma de substituir mesmo correndo-se o risco de não serem obtidos os mesmos resultados.

Por outro lado, a vida (toda ela... profissional ou pessoal) é feita exclusivamente de opções. A cada passo, a cada dia, a cada hora, temos que as tomar, umas vezes com maior ponderação, outra com mais emotividade, umas acertadas, outras nem por isso. Mas cada momento que vivemos é consequência de opções que tomamos.

Para além disso, nunca tendo sido adepto de idolatrias e ídolos (tirando a adolescência própria da forragem das paredes e armários com poster musicais) porque acho que são demasiado frágeis e com "pés de barro", entendo que a nível pessoal, social ou profissional (ou ainda o somatório de tudo isto) a vida é demasiada vazia sem as nossas referências. Ninguém consegue viver de forma blindada e isolada. Isso não é vive, é vegetar.

Elencar aqui o rol das minhas referências (passadas e actuais) seria, felizmente para mim, fastidioso e sem qualquer relevância pública.

Mas hoje, por razões pessoais e profissionais, não posso deixar de o fazer, de forma particular.

Podem encontrar todos os substitutos e mais alguns mas a verdade é que a RTP e a Comunicação Social ficaram mais "cinzentos", mais vazios, com o anúncio da saída de "cena", do enquadramento, do plano, dos bastidores, da jornalista Cecília Carmo.

O argumento de "já eram 30 anos" tem o valor que tem. Principalmente se considerarmos que "os 30 anos" deixaram uma marca significativa e uma imagem indiscutível.

Opções pessoais não se discutem, não se comentam. São o que são.

Por isso, com muita pena... felicidades Cecília Carmo.

Votar pela continuidade

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publicado na edição de hoje, 17 de fevereiro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Votar pela continuidade

Há uma frase “futeboleira” típica e tradicional que diz: “em equipa que ganha não se mexe”. Nada melhor para ilustrar o momento político local no que respeita às eleições distritais do PSD. A escolha dos militantes (e não as escolhas das Concelhias Políticas porque são os militantes que votam) recairá sobre Ulisses Pereira e Salvador Malheiro. A minha está, por diversas razões, mais que feita.

O exemplar trabalho que Ulisses Pereira desenvolveu enquanto deputado na Assembleia da República em defesa da região e em defesa do mais valioso património natural que Portugal tem e que teima em menosprezar: o mar, merecem todo o respeito de qualquer militante social-democrata do círculo eleitoral do distrito de Aveiro. Para além disto, o papel que desempenhou enquanto líder da distrital social-democrata de Aveiro deixa marcas relevantes e claramente positivas. Aveiro foi o círculo eleitoral onde o PSD não vacilou e, apesar das circunstâncias e da conjuntura eleitoral das últimas legislativas, teve maioria de representatividade nos deputados eleitos (dos 16 deputados eleitos, 10 pertencem à coligação, com 48,14% dos votos). No mesmo sentido, durante o exercício das funções como Presidente da Comissão Permanente Distrital do PSD-Aveiro foi notório e evidente o consenso, a unanimidade sem que tal significasse seguidismo, o sentido colectivo e abrangente em todo o trabalho da Distrital do PSD-Aveiro. Por outro lado, o evidente e natural apoio a um candidato que deu muito ao PSD-Aveiro, que é da Concelhia do PSD-Aveiro e um dos muitos que fundaram ou consolidaram o partido nesta região. O contrário seria impensável e uma enorme falta de respeito, consideração e valor político-partidário. Não posso ainda deixar de voltar a sublinhar aquilo que considero um claro atropelo à democraticidade, à liberdade de expressão e do natural confronto político de opções de cada militante, à defesa da pluralidade como suporte da unidade. Uma ausência de debate interno na Concelhia do PSD-Aveiro sobre as duas legítimas candidaturas (nomeadamente na desmistificação de condicionantes que levaram ao surgimento das duas candidaturas) e a posição pública unilateral da mesma comissão política concelhia no não apoio a Ulisses Pereira. Aveiro ainda aguarda por uma assembleia de militantes por diversas vezes reivindicada.

A falta clara e evidente de argumentação política que contraponha o valor inquestionável e inegável da candidatura de Ulisses Pereira leva ao recurso desesperado de fundamentos desprovidos de coerência e razoabilidade. É a tão badalada e agitada bandeira da renovação. A conjuntura política actual é exigente, difícil, mobilizadora… mas também o foi em 2011, 2013 e em 2015. Os resultados em Aveiro são claros, quer a nível das legislativas, quer a nível das autárquicas (11 das 19 câmaras municipais, em 2013) e nestes resultados não deixa de ser óbvio o papel de Ulisses Pereira enquanto social-democrata e, num determinado período, presidente da Distrital do PSD-Aveiro. Porquê renovar? Só pelo semiologia da conceito de renovação? Os mesmos defensores da renovação distrital, já que se abriu um novo ciclo político no poder governativo em Portugal, também terão a mesma posição e usarão os mesmo argumentos em relação à liderança nacional do PSD? Também estão contra a (RE)candidatura de Pedro Passos Coelho a líder do partido? A coerência do argumentativo quando colide com os interesses particulares esbarra igualmente nestas circunstâncias. Há alturas, momentos e circunstâncias que nos fazem apostar no valor da continuidade em detrimento da incerteza e da ambiguidade da renovação. E Ulisses Pereira dá a garantia da continuidade do trabalho desenvolvido, do sentido de unidade e da riqueza partidária. A 5 de Março não restarão dúvidas.