Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

03
Jul 16

LOGO ARCOS.jpgpublicado na edição de hoje, 3 de julho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Uma Década

Partilha de uma data que, vulgarmente, se apelida de “redonda”: 10 anos.

O processo desencadeou-se decorria o ano de 2005 numa altura em que Aveiro vivia uma clara pujança interventiva e política, fruto das eleições autárquicas que, inesperadamente, e repito inesperadamente, sem qualquer constrangimento ou depreciação, deram a vitória à coligação PSD-CDS e ditaram a derrota do PS. Foi o retomar, depois de uma longa travessia do deserto, da participação cívica, política e, pouco depois, partidária. Surgia, como tantos outros (infelizmente já abandonados), mais um projecto pessoal que tinha como suporte a tão badalada blogoesfera, nascendo, assim, o “Debaixo dos Arcos”. A escolha do nome não era inocente. Para quem nasceu, cresceu e vive, até hoje, como cagaréu e aveirense, os “Arcos” eram uma referência urbana, social e cultural de Aveiro. Local típico, cheio de tipicidades, era ponto de encontro preferencial e muito único para a conversa, a crítica, as opiniões, o “escárnio e mal-dizer”, para a informação e o saber (ainda me recordo dos espaços onde os vários jornais deixavam as suas páginas do dia ou onde se sabiam as notícias do Beira Mar, do Galitos, etc.) Foi, no fundo, transpor a realidade vivida e sentida para a vertente virtual.

Menos de um ano depois surgia, por razões que ficam na esfera pessoal, o convite para escrever no Diário de Aveiro. O que seria um contributo meramente pontual rapidamente se transformou numa regularidade semanal que, em poucos anos, era alargada (com mais ou menos precisão temporal, fruto da inspiração, da realidade ou da disponibilidade editorial do jornal) a uma participação bissemanal, sob o nome de “Debaixo dos Arcos”, embora com alternâncias como “Caderno de Notas”, “Cagaréus e Ceboleiros”, “Cambar a Estibordo”, “Maresia”, “Pensar Aveiro”, “Poste Its”, “Preia Mar”, “Proa e Ré” e “Sais Minerais” (para regressar, de novo, ao título original).

Desde junho de 2006 até hoje (a que se adiciona passagens pelo extinto O Aveiro, Centro TV e Record, bem como a participação colectiva no “Olhar Direito”) foram partilhados neste espaço 611 textos/artigos, dos quais 163 relacionados com Aveiro ou o Poder Local.

Embora o convite inicial tivesse como premissa a escrita sobre Aveiro, por razões óbvias que se prendem com a ética e deontologia profissionais existem condicionalismos que não permitem essa regularidade temática. Por outro lado, a visão pessoal e particular de que tudo na vida é política (ao contrário do que defende que é economia) alargou o espectro de participação e de temas a abordar que foram desde a política, aos partidos e às questões sociais, passando pela cidade, pelo urbanismo e mobilidade, pela religião, pelo desenvolvimento local, pela cultura, entre outros.

Há, no entanto, um traço comum a todas as crónicas que foram publicadas neste espaço e neste jornal. Independentemente do tema e da sua abordagem elas assentam num pressuposto inquestionável e inegociável: o princípio fundamental da liberdade de expressão e de opinião, a ausência de amarras ou quaisquer constrangimentos e pressões partidárias ou ideológicas. Elas foram e serão sempre (enquanto durar e houver vontade e interesse entre as partes) o espelho de um pensamento próprio, de uma opinião meramente pessoal, mesmo que política incorrecta ou contra a corrente.

Foram, são e serão sempre o espelho e a imagem real do que foi, em tempos (já que se mudam os tempos mudam-se as vontades) esse espaço de liberdades bem no centro de Aveiro que são os “Arcos”.

publicado por mparaujo às 18:08

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