Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

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Out 16

unnamed.jpgApesar do desgaste inerente a qualquer período governativo, depois de tornados públicos vários casos polémicos que poderiam ter abalado a confiança política, apesar de não ter alcançado (em duas eleições) a maioria necessária, as duas vitórias eleitorais do PP de Mariano Rajoy não só lhe deram a legitimidade democrática para formar governo, como impulsionaram uma grave crise política no PSOE de Pedro Sánchez.

De eleição a eleição o partido socialista espanhol foi perdendo votos, foi perdendo relevância política, foi incapaz de consolidar acordos à esquerda e promover uma "geringonça espanhola". A teimosia de Pedro Sánchez em inviabilizar todas as propostas de Rajoy para a formalização e constituição do Governo, só se compreende por uma questão de sobrevivência política.

Mas as recentes eleições na Galiza e na Catalunha foram a machadada final na carreira política de Sánchez enquanto líder do PSOE. Os desastres dos resultados eleitorais, nomeadamente na vizinha Galiza, não deixavam dúvidas quanto à incapacidade de liderança de uma alternativa ao PP.

Apesar das evidências políticas e de forma inesperada Pedro Sánchez tentava uma última cartada quando já eram visíveis os traços da degradação e contestação internas no PSOE.

Numa última e ténue esperança de salvar a sua face política, Sánchez propôs a realização de um congresso extraordinário do PSOE para a avaliação da conjuntura política espanhola e traçar o futuro do partido. Caso falhasse a realização do congresso apresentaria a sua demissão. Foi o seu pior erro estratégico. Os socialistas espanhóis já tinham, há algum tempo, esgotado a sua paciência para com esta liderança do PSOE e nem arriscaram numa última oportunidade de sobrevivência política do actual líder. Disseram, claramente, que NO. Pedro Sánchez cairia na sua própria estratégia.

Para além de uma oportunidade para o PSOE se reerguer está igualmente aberto o caminho para a solução do impasse político governativo em Espanha. A crueldade do destino que Sánchez quis sempre adiar optando por votar contra, em vez da abstenção, às propostas de formação de governo do PP, acaba também por ditar o grande vencedor deste descalabro socialista: Mariano Rajoy e o PP (ao qual se junta o Ciudadanos) e a democracia.

(créditos da foto: Andrea Comas / Reuter)

publicado por mparaujo às 22:16

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