Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

28
Out 17

Já temia... e infelizmente parece inevitável quando o desejável era que fosse mesmo evitável.

A mudança de liderança do PPD-PSD, apontada para janeiro próximo, tinha, face à conjuntura política do país e à realidade interna do partido, tudo para ser um importante momento de reflexão, de autoavaliação, de projecção do futuro, de uma mudança programática e pragmática,

Para alguns, como eu, estava encontrado o especial momento para que o partido se voltasse a afirmar no contexto político nacional com a sua matriz social-democrata, ocupando o vazio político ao centro.

Era este também o momento expectável para que o partido reunisse a sua estrutura e os seu militantes e olhasse para si e projectasse o seu futuro.

Surgidas que foram, antes de tudo o mais referido, duas candidaturas à liderança do PPD-PSD o partido regressou ao que mais se temias: a guerrilha interna (aliás, acrescida pelo triste episódio de Lisboa que levou à posição extremada - e bem - de José Eduardo Martins), ao confronto de personalidades em vez de ideias e conceitos, à guerra entre facções e, pasme-se ao fantasma  oposicionista 'norte-sul'.

Infelizmente em vez de pensarmos o e no Partido começaram as quezílias e as guerrinhas de personalidades, a fazer lembrar os recreios da escola primária ("a minha ... é maior que a tua").

Era tão, mas tão escusado...

Rui Rio 1
Rui Rio 2
Santana Lopes 1
Santana Lopes 2

Sobre o PSD e o futuro é que estamos conversados. Mudam-se as moscas mas...

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publicado por mparaujo às 21:00

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Não há região do planeta mais esquecida, mais abandonada à sorte e às sortes, mais desprotegida, com maior desrespeito pelos direitos do Homem/Mulher e das Crianças, com maior pobreza, fome, miséria, guerra e terrorismo.

Não podemos olhar apenas para o nosso umbigo e esquecermos que mesmo aqui ao lado da Europa o fundamentalismo e o radicalismo islâmico, sustentado num terrorismo cego, fazem as suas inocentes vítimas, espalham o terror e a destruição.

Basta uma mochila esquecida num banco de uma via pedonal ou numa estação de metro para toda a Europa tremer, ser capa de jornal e abertura de telejornais.

Há uma semana, em Mogadíscio, capital da Somália, alguns camiões armadilhados explodiram junto ao mercado bem no centro da cidade. Inúmeros edifícios ficaram destruídos mas, principalmente, este ataque reivindicado pela organização Al-Shebab, ligada à Al-Qaeda, é o mais devastador que há memória seja na África subsaariana ou em todo o continente.

Mais de 300 vítimas mortais e um número infindável de feridos, hospitais sobrelotados, ausência de medicamentos e de respostas médicas.

Juntem Barcelona, Paris, Londres, Madrid, Bruxelas, Berlim, Estocolmo... e não há comparação com Mogadíscio - Somália, há cerca de uma semana. Nem há comparação na desmedida e desproporcional resposta noticiosa.

Só porque África é... nem interessa onde.

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Infelizmente a comunidade internacional só olha para África pelas piores razões e por toda a exploração comercial possível. E nem sempre da melhor maneira: há precisamente sete dias a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontava o tirano e ditador Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, como Embaixador da Boa Vontade. Não fosse o coro de criticas, a pressão internacional que lembrou ao Presidente daquela organização da ONU (o ex-ministro da Saúde da vizinha Etiópia, Tedros Adhanom) as sanções vigentes por parte, por exemplo, da União Europeia, e hoje teríamos mais um país de África na linha da frente no atropelo e aniquilação dos Direitos Humanos. Felizmente, mesmo que contrariado, passados dois dias o Presidente da OMS revogou a deplorável e condenável nomeação.

(crédito da foto: Said Yusuf Warsame / EPA)

publicado por mparaujo às 14:50

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