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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

370 dias depois... as mesmas ruínas e um olhar de sobrevivência

Dois anos após os trágicos incêndios de outubro de 2017 (quatro meses depois de Pedrógrão Grande) fica a memória da devastação de 290 mil hectares, atingidos 38 municípios, 490 empresas e da destruição total de cerca de 400 casas (mas foram afectadas mais de mil).
Mesmo assim, apesar de todos os programas (tipo REVIA), de todos os fundos implementados (mais de 60 milhões de euros), ainda há quem olhe, há 730 dias consecutivos, para as mesas ruínas, com a esperança (à qual se junta a paciência) de ver erguer a sua casa (há 40 habitações por (re)construir.

Para ler, mais detalhadamente, neste excelente trabalho da jornalista Luísa Pinto, jornal Público (13-10-2019): “Olham para nós mas parecem que não nos vêem. Somos transparentes”.

O fotojornalista (um dos mellhores, diga-se) do jornal Público, o aveirense Adriano Miranda, voltou ao lugar negro da história e memória de muita gente, da que conseguiu sobreviver, e das comunidades que testemunharam o inferno à superfície da terra.
Regressou para que a memória não se apague, para honrar a memória dos que partiram, para não permitir que o país se esqueça dos que ainda esperam "regressar à vida": "Incêndios de Outubro: o que mudou em dois anos?".

incêndios - 2 anos depois - Adriaano Miranda - 13

(créditos da foto: Adriano Miranda - Público, 13OUT2019)