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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Uma mentira repetida várias vezes... nem sempre se torna verdade

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Ou como, facilmente, se atira a ética política para o lixo.

Nesta campanha para as eleições directas para a presidência do PSD já não bastava a bipolarização "pró ou contra" Rui Rio para termos assistido, desde a primeira hora, a um chorrilho de demagogias inconsistentes e incoerentes, nomeadamente por parte de Luís Montenegro.
À falta de uma alternativa consistente em relação à liderança de Rui Rio, à falta de uma argumentação sólida que colocasse em causa, de forma rigorosa, Montenegro refugiou-se numa estratégia baseada num pressuposto errado e falso: uma suposta (que nunca existiu, nem nunca foi anunciada) aliança ou submissão do PSD ao PS. Isso é uma pura falácia, engodo político, demagogia eleitoral e uma tentativa deplorável de denegrir o carácter e a imagem de Rui Rio.
Confundir "sentido de Estado" ou superior interesse do país e dos portugueses (incluindo todos os sociais-democratas com "muletas", "vassalagens", "submissões", é apenas irresponsabilidade política e partidarismo balofo.
Para além de desvirtuar, esgotar ou despojar o PSD da sua génese e posicionamento ideológico (bem definido por Rui Rio... ao CENTRO), é totalmente irracional a estratégica de Luís Montenegro de querer colocar o partido num espaço político liberal e conservador, perfeitamente alheio aos valores e princípios da social-democracia. Para isso já existe o CDS ou a Iniciativa Liberal, para isso já nos bastaram alguns anos de sacrifício partidário.

Mas a inconsistência da campanha e estratégia de Montenegro esteve também presente num conjunto de mensagens e afirmações incoerentes. Para além de não trazer nada de novo ao que é qualquer estratégia óbvia de liderança do partido (tal como sempre afirmou Rui Rio: ser Governo, ser alternativa ao actual estado do país, liderar o maior número de autarquias) Montenegro procurou dividir, criar a dúvida e desvalorizar a presidência e a actuação de Rui Rio. Basta recordarmos, como mero exemplo, a obsessão pela pressa na definição do sentido de voto do PSD em relação ao Orçamento de Estado. Mesmo que isso significasse uma tomada de posição sem qualquer fundamentação e argumentação válidas ou que soasse apenas a ruído político (muito à semelhança da identidade discursiva da esquerda).

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E é importante recordar a incoerência e a deriva política de Luís Montenegro: quando líder da bancada parlamentar do PSD, bem ao lado de Pedro Passos Coelho, o PSD anunciava, a 22 de fevereiro de 2016, o voto contra a proposta de Orçamento do Estado para 2016. Até aqui nada de anormal... apenas não fosse o caso da discussão o OE2016, na Assembleia da República ter início nessa mesma tarde. Nessa altura também não era enganar e iludir os sociais-democratas e os portugueses? Ou a realidade é só quando nos convém, tipo catavento?
Mais ainda... a tentativa de Luís Montenegro colar Rui Rio a António Costa, para além de ridículo, cai facilmente nas imensas contradições das posições do ex-líder parlamentar. É de uma enorme incoerência acusar Rui Rio para, publicamente, defender uma recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa depois de um mandato onde o Presidente da República andou com o Governo claramente "ao colo" e defendeu a união das esquerdas em torno do OE2020 e da sua aprovação.

Por isso...
contra o "ressaibismo" partidário...
contra a deterioração e esvaziamento programático do partido...
pela afirmação do PSD no centro da ideologia política portuguesa...
pela ética e responsabilidade políticas...
pelo rigor e firmeza na liderança partidária...
pela preservação dos valores e princípios da social-democracia...
por um PSD ao serviço de Portugal e dos Portugueses...

EU VOTO RUI RIO. Porque é a melhor liderança para o PSD... a melhor alternativa a António Costa... a melhor proposta para recentrar o PSD e devolver a sua relevância autárquica.

Sobre OE2020... curto e grosso

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O Orçamento de Estado para o ano de 2020 entrou na sua fase de apresentação e discussão parlamentar com vista à sua (para já, garantida) aprovação na generalidade (globalidade).

BE, PCP, Os Verdes, Livre, PAN, a chamada "liga das esquerdas", anunciaram o seu sentido de voto: Abstenção.
António Costa e Mário Centeno, desde a primeira hora das abordagens ao OE2020,  apelidaram este Orçamento de continuidade (em função da anterior legislatura) e de esquerda.

Face às criticas e ao sentido de voto da "liga dos 5" percebe-se que a continuidade da Geringonça faliu e que o OE2020 diz muito pouco às Esquerdas. O resto não passa de jogo político porque também é mais que óbvio que o OE2020 irá passar na globalidade e especificidade na Assembleia da República.

Tretas, portanto.