5 comentários:
Viva Pedro.
Vamos lá esclarecer...
O conceito de vida e de sociedade de Saramago diz-me, rigorosamente, nada.
Mas se reparares no post anterior e no meu comentário acima, sabes que, embora não propriamente um fã, "consigo" ler e leio Saramago.
Portanto, quanto ao escritor, estamos conversados.
Embora, mesmo sem Nobel, prefira muitos outros, sejam nacionais ou estrangeiros.
Felizmente, gosto muito de ler.
O que quis referir e comentar foi a polémica em torno da NÃO presença de Cavaco Silva no Funeral e do aproveitamento político que quiseram fazer do tema e da circunstância.
A questão não está na relação com o estrangeiro. Está na sua relação com os portugueses.
E há muito bom escritor que leva a língua portuguesa lá fora.
Embora seja triste que nós nem a saibamos cuidar como tal. Vê o TRISTE caso do Acordo Ortográfico... Enfim!
Eu queria ver se os mesmos que agora se insurgem contra a ausência do PR no funeral (embora se tenha feito representar - e não era um funeral de estado) fariam o mesmo se o PR não estivesse presente num eventual funeral do Figo, Ronaldo, Marisa, Eusébio, Paula Rego.
Quero ver o que vale depois essa "mundialização"...
Abraço
Migas (miguel araújo) a 24 de Junho de 2010 às 21:56

Miguel, como pessoa, nunca gostei do Saramago. Nunca. Mas queres comparar uma «Nobel» para duas figuras apenas conhecidas em Portugal? Sabes a que países e em que países, Saramago levou a nossa lingua? Os dois exemplos que dás não sao figuras do Mundo como Saramago e a ausencia do nosso presidente da républica no seu funeral é simplesmente escandalosa.
Pedro Neves a 24 de Junho de 2010 às 19:19

Moura Aveirense
Minha Cara... bem-vinda.
Vamos ver melhor o que eu quis dizer, para não haver más interpretações (pelo menos nalguns aspectos).
Acredito e aceito perfeitamente poder ter cometido alguns lapsos de explanação.

Primeiro, permita-me que refira que o meu comentário tem apenas a ver com a polémica (ou tentativa de) em torno da presença ou não presença de Cavaco Silva no funeral de José Saramago. E essencialmente em relação ao aproveitamento político em vez do realce da obra (que eu li parte - "O ano da morte de Ricardo Reis" pode trocar pela "Jangada de Pedra").

Quando digo símbolo nacional refiro-me a institucionalidade e ao protocolo de estado: por exemplo, antigo presidente da república, primeiro-ministro, conselheiro de estado, etc.
É óbvio que o segundo Nobel na história de Portugal não pode nem deve ser menosprezado pelo P.República (e não o foi).
Mas já agora, sem querer pessoalmente comparar (até porque EU não comparo), mas sempre gostaria de ver as reacções quando for o caso de Eusébio ou Cristiano Ronaldo ou Luís Figo...

E eu não menosprezo os leitores de Saramago, se não estava a menosprezar-me a mim mesmo. Mas não sejamos "mais papistas que o Papa": não somos assim tantos.
E não é acessível, minha cara. E não me refiro ás virgulas porque eu li, de enfiada o Evangelho (por exemplo). É mesmo uma questão de conteúdo e de mensagem...

Quanto ao Raúl Solnado ou Rosa Lobato Faria ou Amália ou outra comparação de personalidades, vai-me desculpar mas isso são SIMPLESMENTE questões de opinião e gosto pessoais. E isso, como diz o ditado, não se discute.

Volte mais vezes... É um prazer.
Cumprimentos
Migas (miguel araújo) a 22 de Junho de 2010 às 23:08

Gostos não se discutem, e da diversidade de opiniões se evolui (aliás, Saramago gostava de um bom confronto de opiniões! :) ), mas discordo de vários pontos do seu texto:

- «Era um símbolo nacional?! Não, não o era!»

Sim, era, uma das pessoas que mais orgulhosamente levou o nome de Portugal lá fora.

- «Muitos poucos leram, lêem ou virão a ler José Saramago. Por não ser acessível, por não gostarem»

Por favor não menospreze os muitos leitores de Saramago!! Somos muitos, felizmente!! Não ser acessível?? A ausência de parágrafos, pontos finais e travessões não dificulta em nada a leitura do texto, baseado no discurso falado...

- Por maiores que tenham sido Raul Solnado e Rosa Lobato Faria (ao seu estilo), não os compare ao génio de Saramago (principalmente a senhora, IMHO...).

- Por fim, aconselho principalmente "O Ensaio sobre a Cegueira" e "As intermitências da Morte". O "Memorial do Convento" e "O ano da morte de Ricardo Reis" são igualmente formidáveis, mas os primeiros que mencionei são especiais...

Boas leituras! Saudações,

Moura Aveirense
Moura Aveirense a 22 de Junho de 2010 às 00:03

Ora aqui está um texto cheio de disparates! A.L.
Anónimo a 20 de Junho de 2010 às 17:14