Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

21
Mai 06
O recente relatório do INE indica um decréscimo na taxa de desemprego (3,9%) neste primeiro trimestre de 2006, face ao último trimestre de 2005.
Tal valor, lido de forma “nua e crua”, poderia, à primeira vista, ser um claro sinal de optimismo.
Mas sejamos realistas.
De propaganda já começa o país a ficar ligeiramente cansado.
Se analisarmos mais friamente os números, poderemos encontrar razões que a razão governativa desconhece.
Primeiro, esta redução anunciada é, em parte, reflexo do cruzamento de dados entre o Instituto de Emprego e a Segurança Social. Ou seja, é reflexo da diminuição e do combate (que se elogia) à fraude, porque resulta da “descoberta” de situações de subsídio de desemprego acumulado com actividade produtiva e laboral.
Desta forma, a análise mais correcta seria a avaliação dos resultados do último trimestre de 2005 com uma projecção de igual cruzamento de dados.
Retirando este importante factor, era então mais fiável a realidade dos valores anunciados.
Segundo, não nos podemos esquecer que a taxa de desemprego é o resultado percentual de quem não está no activo pelo número total de portugueses produtivos.
Também deveria ter sido considerada a influência que a evolução do número de reformas teve nos dois períodos. Sabendo-se das alterações legislativas à regulamentação da reforma e da sua idade e do “boom” que foi o ano de 2005 por força dessa mesma legislação, é um factor inflacionante dos resultados finais.
Por último, é preocupante que o governo não assuma, por forma a esclarecer convenientemente os portugueses, a realidade nacional.
Comparando este primeiro trimestre de 2006, não com o último de 2005, mas com igual período de 2005 (1º trimestre de 2005), e apesar do referido cruzamento de dados a taxa de desemprego aumentou 4,1%.
Outra realidade… A realidade do distrito de Aveiro.
O distrito de Aveiro é, a nível nacional, a região mais devastada pelo flagelo pessoal e familiar da perda do emprego e respectivo rendimento. Entre 2000 e 2006, o distrito de Aveiro registou um aumento de 126%, que reflecte um acréscimo de cerca de 18 mil novos desempregados, em apenas 6 anos.
Os cinco concelhos com mais desempregados (Feira – Ovar – Aveiro – Espinho – Oliveira Azeméis) totalizam 19245 pessoas sem trabalho.
Esta não é uma realidade propagandista, nem um choque virtual.
publicado por mparaujo às 22:13

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