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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

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Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Substitua-se!

Há no conflito político e corporativo entre os Professores e o Ministério da Educação questões que têm que ser entendidas desapaixonada e desinteressada.
Há obviamente assuntos em que os professores têm razão. Há assuntos em que a Ministra tem muitíssima razão.
Avaliações e estatutos à parte, muito beneficiaria Portugal, o seu pobre sistema de ensino, os professores e, principalmente, os alunos se a classe docente fosse menos corporativista e menos gerida pelos sindicatos.
Aliás, os sindicatos dos professores serão, eventualmente, as estruturas sindicais que mais prejudicam os seus próprios associados.
Porque se o sistema de ensino está paupérrimo, neste país, também têm quota parte de responsabilidade os professores. São eles que dão as aulas; são professores que fazem os manuais; são professores que estão nos Conselhos Executivos; são professores que estão nos CAE; são professores que estão nas DRE's; há professores no Ministérios e... são sempre os mesmo que estão á frente das estruturas sindicais quase desde que elas surgiram como tal.
A questão das aulas de substituição é um exemplo gritante de como a forma minada em que se encontra a classe docente, se reflecte na vida prática de uma escola.
Ponto Um: o princípio das aulas de substituição é correcto, louvável e só peca por tardio. Com o direito que assiste a um professor, como a qualquer trabalhador, de faltar, esta regalia não pode, nem deve, prejudicar o estudo e a formação do aluno.
Vir a público que as escolas não têm condições (quando a própria sala de aula serve), que não há professores (quando um elevado e significativo número de escolas tem professores com horário zero e há tantos professores desempregados), etc. é apenas demagogia oposicionista.
Quando se ouve dizer que nada se faz numa aula de substituição, revela uma incompetência e falta de profissionalismo da classe docente. O básico já é, por si só, relevante: basta por os alunos a estudar. Para além disto, só por uma grande falta de querer e de imaginação.
Ponto Dois. Portugal já saiu da estupidez social e colectiva de alguns (já muitos) anos atrás.
Querer usar, na questão das aulas de substituição, os alunos como "porta estandarte" (como o caso de Vila do Conde) é o mesmo que virar o feitiço contra o feiticeiro. Porque as únicas expressões de revolta e contestação que ouvimos por parte dos jovens é que "as aulas não servem para nada" - "mais valia estarmos cá fora" - "não se faz nada lá dentro, jogamos às cartas", etc. Isto só prejudica a imagem dos docentes e reforça a objectividade e o valor da medida por parte do Ministério.
Substitua-se então, e por isto tudo, o sistema.

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