Por imposição do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal (Troika) o governo português viu-se na obrigação de reduzir em 2% o número dos funcionários da Administração Pública.
No recente relatório Síntese Estatística do Emprego Público, publicado pela Direcção-geral da Administração e do Emprego Público, é espelhada a realidade actual dos recursos humanos da administração pública e local (infelizmente proliferam as comissões de serviço, assessorias e afins, para além de um sector empresarial do Estado que consome recursos, no mínimo, questionáveis).
Em junho de 2012, a Administração Central empregava 452127 trabalhadores, menos 6154 efectivos em relação a dezembro de 2011 (458281 funcionários) o que representa uma redução de cerca de 1,3%.
A Administração Local, em junho, empregava 120.636 trabalhadores, menos 2.176 funcionários em relação a dezembro de 2011 (122.812 funcionários), o que representa uma redução de cerca de 1,8%.
No total, desde o início do ano, o Governo já reduziu na sua estrutura central e nas autarquias cerca de 1,4% dos 613.852 funcionários registados em dezembro de 2011, para os 605.212 (menos 8.640 trabalhadores).
Ainda em relação às autarquias, importa ainda referir que, face às medidas aplicadas pelo governo, o ganho médio mensal nas autarquias, em seis meses, desceu 1,1% (dos 1081 euros para 1069 euros).


