2 comentários:
Miguel:
por tudo quanto escreves me parece que não é só o PS que anda sempre no "meio da ponte: nem para trás, nem para a frente"! Dizes que não será fácil ao CDS sustentar esta posição?! É preciso não esquecer que o CDS é parceiro de governo, logo, parceiro de decisões! E, como bem sabes, o líder parlamentar já veio afirmar que as medidas anunciadas não configuram um aumento de impostos!!!... Forma demagógica de defender a negação do que se afirmava dias atrás... ora se esta decisão não é o contrário do que PP afirmava dias atrás (que não devia haver aumento da carga fiscal!), eu sou chinês e chamo-me "Ping Pong". Isto é a permanência daquela forma de estar que caracteriza bem o CDS de PP: "eu estou, mas não estou; o que de bom se faz, sou eu; é mau?! foi o «outro»!".
Depois, a comunicação foi na 6ª feira: alguém já ouviu o PR?! A gravidade da situação exigia uma tomada de posição imediata, não te parece?!
Uma coisa me parece absolutamente certa: já tod@s percebemos que estas receitas não funcionam! Basta olhar para a Grécia e para a Irlanda; não, não fica por aí: olhemos para a Itália (3ª maior economia da zona euro), para a Espanha. Não vale a pena sublinhar a distinção sul/norte (até porque me parece que a Irlanda não é bem a sul...): os mercados já trataram de começar a desfazê-la, retirando triplos "AAA" a instituições (ou estados) um pouco por todo o lado, na Áustria,... até a "sacrossanta" Alemanha já se viu ameaçada pelos "mercados".
Isto é um ataque soez, longo e profundo, ao Euro, à Europa e ao projeto (mais ou menos) social da Europa, ataque perpetrado por essa "matilha" dos mercados, que é o nome atrás do qual se esconde o mais violento e desumano neoliberalismo, comandado por uns quantos senhores que se enchem à custa da miséria de milhões de pessoas e de uns quantos Estados que andam a olhar para o seu umbigo e a repetir insanamente: "não é nada comigo, não é nada comigo..."
O nosso problema é que os diversos "atores" que têm estado na ribalta tem aplicado, com diferenças milimétricas, as mesmíssimas receitas; tipo (como agora se diz): um médico atacar um cancro receitando "aspirina", o outro receitar "ben-u-ron".
João Marujo a 9 de Setembro de 2012 às 13:34

João...
Inteiramente de acordo.
E para além das dores de cabeça, andamos constantemente anestesiados.
Quando começa a passar o efeito lá chegamos perto da realidade, só que a seguir adormecemos com uma facilidade estrondosa.
Abraço, amigo!
mparaujo a 10 de Setembro de 2012 às 14:41