Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

10
Set 12

Este é um daqueles ditados, dos mais comuns e mais conhecidos, que encaixam que nem uma luva na actual agenda política nacional.

Mais. Este é um dos ditados que não podia estar mais relacionado com algumas realidades comunicacionais, nomeadamente quando, em política, se “dão os tiros nos pés”.

O Primeiro-ministro (muito para além do cidadão morador em Massamá e pai de família, Sr. Pedro), na passada sexta-feira fez uma declaração ao país. Pública, em directo, frente aos órgãos de comunicação social, sem direito a perguntas (o que se vem tornando, há alguns anos a esta parte num criticável e condenável processo político de comunicação). Já comentada, no essencial, em “Que se lixe… o Tribunal Constitucional”.

Nessa declaração (ver aqui texto na íntegra) o Primeiro-ministro anunciou mais medidas concretas de austeridade, sempre para os mesmos, centradas no aumento do “imposto” para a Segurança Social, os cortes dos subsídios, as implicações salariais em sede de IRS e uma redução da TSU das empresas que não favorece qualquer tipo de política de empregabilidade. Isto tudo sem uma única fundamentação, uma explicação da finalidade do imposto aplicado. Nada!

De fora ficou a derrapagem do défice, a redução das receitas fiscais, o resultado da avaliação da Troika, outras medidas para o Orçamento do Estado para 2013 (o tal ano da miragem da retoma económica), a tributação sobre outros rendimentos de capitais, a diminuição da despesa do Estado (as ditas “gorduras”), as novas metas do défice (se é que vão haver), o combate ao desemprego e ao desenvolvimento da economia nacional. Nada!

Dois dias depois, através da sua página do facebook (aquando da escrita deste texto o poste tinha 35.185 comentários), o Primeiro-ministro volta a falar aos portugueses (pelo menos aos seus “amigos” portugueses) não como chefe do governo português mas sim com o cidadão e pai de família, Pedro (de seu nome), numa tentativa de clarificar, explicar e justificar o discurso de sexta-feira passada. Nada pior poderia ter acontecido. Primeiro porque nem sempre os processos comunicacionais conseguem transformar em boas as más políticas ou as más notícias. Depois, porque, por mais esforçado que o Sr. Pedro tenha sido, a sua mensagem na rede social não foi mais do que sublinhar o que já tinha referido, directamente, ao país, com claras referências ao trabalho do governo (afinal falou como Primeiro-ministro), e, por último, quando se está entristecido com a realidade, preocupado, quando se toma a decisão e posição mais difíceis da nossa vida, não se fica assim, como na foto, passados uns meros e míseros minutos (concerto dos 50 anos de carreira de Paulo de Carvalho)

Isto é gozar, desrespeitar, estar mesmo a “lixar-se” para os portugueses e para o país.

É o fim…

publicado por mparaujo às 15:08

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