2 comentários:
Bom, creio que não cabe na cabeça de ninguém, numa coligação, um partido impor unilateralmente algo deste teor ao outro. Especialmente não sendo a única solução - segundo o proprio FMI foi algo proposto pelo "governo" (pelo PSD leia-se).
Creio que só há uma saída para o CDS. Ou acata e subscreve - abrindo a porta que isto volte a acontecer de novo. Ou impõe-se e sai (mesmo que mantenha o apoio ao governo na Assembleia na República).
Joel Ginga a 16 de Setembro de 2012 às 23:07

Joel
Como bem sabes, infelizmente, a vida e as opções que se tomam (seja a que nível for) não é assim tão linear.
Linear só mesmo a publicidade da Zon ("Há uma linha que separa...").
Aliás tal como a própria posição do PS. Não faz sentido dizer que se vota contra algo que ainda não se conhece de todo, referir que se apresenta uma moção de censura e depois vir sublinhar o sentido patriótico e o não querer "rasgar" compromissos, ou ainda, dizer-se que se pretende manter a estabilidade.
Mas é bem verdade que algo vai muito instável na governação. E quer a posição de Passos Coelho na entrevista em relação a Paulo Portas, quer as declarações públicas de Nuno Melo e do líder centrista eram escusadas se não houvesse alguma clivagem.
E não me admira que esta situação tenha implicações no número de eventuais coligações autárquicas ou até alguma ruptura após a aprovação do OE 2013.
Abraço, meu caro.
mparaujo a 17 de Setembro de 2012 às 19:49