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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Não sei se não é um dia estúpido...

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher, “adoptado” pela ONU, em 1977, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres (embora a primeira celebração remonte a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos).

Em causa estava a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto, dois anos depois marcada pela tragédia do incêndio numa fábrica de têxteis Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, onde faleceram 146 trabalhadores (a maioria costureiras).

Na grande maioria, para não dizer na totalidade, das celebrações do “Dia de…” está implícita a necessidade de um “alerta”, de protesto, de chamar a atenção, das pessoas, das instituições, dos países, para situações de inferioridade, de injustiça, de fragilidade, de falta de igualdade ou de exclusão social.

Com todo o respeito que tenho pelas mulheres, e concretamente por aquelas que ainda têm necessidade de lutar e gritar bem alto neste dia (aumento da violência doméstica, exploração sexual, falta de igualdade social e de direitos, falta de igualdade profissional e salarial, mutilação genital, etc…), este é, claramente, um dos dias mais “estúpidos” do ano e das comemorações dos “Dia Internacional de…”.

Tão simplesmente por isto: NADA JUSTIFICA OU SUSTENTA A DIFERENCIAÇÃO ENTRE GÉNEROS (mulher ou homem).

Apenas isto… e mais grave, quando ao fim de mais de um século ainda há quem ache que este dia, infelizmente ainda de muitas lutas para muitas mulheres, se deva transformar num lamechas dia do género “São Valentim”, cheio de coraçõeszinhos, poemas de "ir às lágrimas", todo cor-de-rosa ou florido. HAJA RESPEITO.

Um beijo grande a todas as mulheres.

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