2 comentários:
As BUGA estão para a mobilidade como a ponte sobre o canal estava para não sei o quê. Os pretextos para se erguerem projectos são sempre válidos. Ou é um engenhheiro que quer adjudicar ou um arrquitecto que precisa de projecção, enfim. O Estádio, por exemplo. Confesso que quando me apresentaram o projecto fiquei entusiasmado com a ideia, não pelo projecto em si, pois não sou fã do arquitecto que o idealizou, mas com tudo o que estava associado: pólo desportivo, área verde, piscinas municipais, penso que até mini golf e pista de hipismo foram enunciados. Qual é o cidadão que não gosta de pensar em grande para o seu concelho? E ainda por cima de forma integrada? E digo concelho porque a esmagadora maioria dos debates que vejo e oiço circunscreve-se à avenida e pouco mais. Agora, só o estádio? sem mais nada? a sua gestão inicial atribuida a pessoas sem experiência e agora ao clube que infelizmente não consegue cumprir três épocas consecutivas na primeira liga e que dificilmente terá dinheiro para pagar a luz? é muito complicado. Constatando-se o deserto, deu-se inicio a um processo caricato de procurar conteúdos para encher, até já deu para um concurso numa escola de marketing para transformar o estádio noutra coisa qualquer ou a proposta imbecil de implosão, que depois até não me surpreendeu em virtude da proveniência da ideia. Portanto, sobre as BUGA só tenho a dizer o seguinte: termine-se com o projecto. As ciclo vias estão prontas para receber qualquer bicicleta. Porque razão é a Câmara que tem que suportar os custos? A CMA tem que cumprir a sua obrigação ao nível da manutenção e melhoria, se possível. Por 49,99 compram-se bicicletas no hipermercado. A REFER e os operadores turísticos, se quiserem, que promovam o serviço, ou seja, os turistas deixam de andar em bicicletas verdes com ferrugem e sem travões e passam a circular com veículos com a imagem corporativa de quem as financiou, entidade que ficará responsável pela sua manutenção e recolha. Quanto à mobilidade, enquanto o metro de superfície for uma utopia, só tenho uma palavra, autocarros eléctricos. Acham mesmo que nos próximos vinte anos vão conseguir transformar os hábitos de quem percorre 500 metros de carro para ir tomar café? Os senhores da Câmara podem aproveitar estas ideias e recolher o mérito. Não me importo. Abraço Aveirense
Rui Alvarenga a 22 de Maio de 2013 às 20:47

Em primeiro peço desculpa só agora responder, mas não me apercebi da sinalização do seu comentário.
Agradeço a participação e retribuo o abraço aveirense (neste caso, de cagaréu).
mparaujo a 4 de Junho de 2013 às 10:08