Por diversas e distintas razões o mundo vive constantemente de agitações, mudanças, crises, conflitos armados e sociais, catástrofes.
Também é verdade que face à conjuntura económica, nacional e internacional, situações sociais de pobreza, de carência, de fome, batem-nos à porta, confrontam-nos na rua, exigindo o nosso sentido crítico, a nossa revolta e a nossa solidariedade. Não seria, por isso, necessário percorrer milhares de quilómetros para nos confrontarmos com realidades semelhantes.
Mas a verdade é que os acontecimentos/factos, a sua dimensão e o sofrimento e desespero humano, seja em que canto do mundo ou realidade, merecem a nossa atenção e solidariedade.
E, nesta caso concreto do tufão Haiyan que devastou as Filipinas, nada nos pode ser indiferente. Nem que sejam apenas os números.
No princípio tudo muito ténue: a estimativa passava pela centena de mortos, depois já mais de mil e, ainda que provisório, chegavam as notícias de 10 mil mortos (TSF – Público).
Mas mais chocante e aterrador seriam as notícias mais recentes: "As pessoas estão a enlouquecer, algumas de fome, outras de dor" ou "Tufão nas Filipinas pode ter afetado até quatro milhões de crianças". O que levou rapidamente à acção solidária da comunidade internacional.
Ficar indiferente a tudo isto é negar a condição social e humana de cada um de nós, o sentido de respeito pela vida e pelos outros.
(créditos da foto: UNICEF)


