Companheiro
Eventualmente, posso não me ter exprimido corectamente.
Como bem sabes, as coisas saem, muitas vezes, ao sabor da pena.
Concordo, como será óbvio, contigo na questão da visão centrista (e democrata-cristã) da intervenção social do Estado. Até aqui estamos entendidos.
Mas ao que eu me referia e ao controlo total (ou se quisermos, totalizador) do Estado sobre a vida dos cidadãos, as suas opções.
É o regressar a 1975, para melhor contextualizar.
É a desvalorização do indivíduo e apreocupação única com o colectivo.
Era a isto que eu me referia.
E entendo que é grave a não acção do Banco de Portugal, atempada e reguladora.
Um grande abraço
Caro Miguel,
Não é só a esquerda a rejubilar com a eistência de mais Estado. A democracia-cristã responsável - que não é de esquerda - sempre advogou que o Estado tem de estar na economia, no mundo real e em variados secttores que, pela sua importância estratégica e social não podem ser deixados integralmente nas mãos da iniciativa privada ou do mercado. Essas são as teses liberais. As teses democratas-cristãs preconizam uma economia SOCIAL de mercado que não tem nada que ver com a ecoonomia de mercado liberal e capitalista. Nessa óptica é bem-vinda a nacionalização de um Banco que estava aparentemente falido. E é bom que o Estado esteja em muitos outros domínios de onde, por força da moda, se retirou recentemente: a saúde, a educação, a segurança social. São domínios importantes demais para serem deixados à inteira disposição dessa coisa chamada mercado que ninguém sabe bem o que é, quem controla, por que regras se rege. Aliás, na esteira do ensinamento do Prof Adriano Moreira, que como sabes teve a gentileza de ser meu orientador académico, eu sou dos que acham que o Estado hoje é e deve ser cada vez mais a última instância da garantia dos direitos e das liberdades individuais dos cidadãos. Essas coisas que não podem ser deixadas à disposição do mercado e do capital. Aqui está um tema que daria uma excelente discussão! Abraço amigo. JPD
Caro Miguel,
Não é só a esquerda a rejubilar com a eistência de mais Estado. A democracia-cristã responsável - que não é de esquerda - sempre advogou que o Estado tem de estar na economia, no mundo real e em variados secttores que, pela sua importância estratégica e social não podem ser deixados integralmente nas mãos da iniciativa privada ou do mercado. Essas são as teses liberais. As teses democratas-cristãs preconizam uma economia SOCIAL de mercado que não tem nada que ver com a ecoonomia de mercado liberal e capitalista. Nessa óptica é bem-vinda a nacionalização de um Banco que estava aparentemente falido. E é bom que o Estado esteja em muitos outros domínios de onde, por força da moda, se retirou recentemente: a saúde, a educação, a segurança social. São domínios importantes demais para serem deixados à inteira disposição dessa coisa chamada mercado que ninguém sabe bem o que é, quem controla, por que regras se rege. Aliás, na esteira do ensinamento do Prof Adriano Moreira, que como sabes teve a gentileza de ser meu orientador académico, eu sou dos que acham que o Estado hoje é e deve ser cada vez mais a última instância da garantia dos direitos e das liberdades individuais dos cidadãos. Essas coisas que não podem ser deixadas à disposição do mercado e do capital. Aqui está um tema que daria uma excelente discussão! Abraço amigo. JPD