Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

02
Dez 10
Publicado na edição de hoje, dia 2.12.2010, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia
Ver partir um “ilustre” aveirense!


Os cânones da história e da cultura determinam que a condição de notável (ilustre) seja motivada pela dimensão da obra, do impacto social ou científico de um indivíduo. Razão pela qual muitas vezes se afirma que “dos fracos não reza a história”. Não “reza” dos fracos, mas devia ter presente aqueles que, incógnita e humildemente (sendo esta uma condição de excelência e não de desvalorização), pela sua dedicação, empenho, trabalho, paixão, sempre defenderam a “estória”, as causas, as suas origens ou as comunidades que os acolheram. E esses também são ou deveriam ser, por direito e mérito próprio, verdadeiros “ilustres”.
Quisera o destino, as circunstâncias da vida ou a vontade própria (ou todas elas em conjunto) que o Daniel Rodrigues deixasse a interioridade desta região centro e se tornasse um aveirense de corpo e alma (sem nunca esquecer as suas origens). E em boa hora… porque a cidade o soube acolher e porque tal realidade proporcionou que, desde muito cedo (muito cedo mesmo), do lado privado da vida, eu pudesse ter o Daniel Rodrigues como uma referência no universo da minha privacidade.
E referência porque, para além dos tempos e espaços de privacidade e convívio familiar, o Daniel Rodrigues foi um homem (se quisermos ser mais precisos, um “ilustre aveirense”) de causas, sentimentos e emoções. Umas por força da sua relação profissional com a Comunicação Social (desde o longínquo Diário Popular, passando pela delegação de Aveiro do extinto Comércio do Porto, até à direcção do Correio do Vouga), outras por vocação e pelo excelente sentido de cidadania e dedicação aos sentimentos das comunidades, nomeadamente a aveirense. Entre muitas e tantas histórias por ele vividas e sentidas, lembro, a mero título de exemplo, o seu envolvimento na campanha e luta pela não extinção da linha do Vouga. Aliás, há cerca de um ano, amavelmente, mas carregado de emoção e vivências pessoais, testemunhou no pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, no âmbito de um projecto na área da mobilidade.
Mas não só… porque sempre o vi como um homem coerente, fiel aos seus princípios e dedicado às suas convicções e causas, dentro dos seus valores, Daniel Rodrigues foi um homem da igreja, pela palavra e pelas acções (enquanto ligado ao Correio do Vouga e à Pastoral das Comunidades Ciganas) pelas minorias e pelos excluídos.
Aveiro perdeu um dos seus “ilustres aveirenses”; um homem da história do desenvolvimento desta região.
Muitos de nós perderam uma referência, um exemplo, e, acima de tudo, um amigo. Muitos de nós, mesmo.
Até sempre… e obrigado!
publicado por mparaujo às 07:19

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