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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

26.Dez.21

Uma voz do Mundo... que nunca deixe de ecoar.

há mais um Nobel a brilhar no céu

mparaujo
(crédito da foto: Stephen Voss/Redux/eyevine, in "Newstatesman") Morreu, aos 90 anos, o Arcebispo anglicano Desmond Tutu. Figura ícone da África do Sul e de toda a África Austral, foi, depois de Nelson Mandela (ou a seu lado), uma das vozes mais contestatárias do apartheid e da exclusão racial, não só naquele país, como no Mundo. Mas não só... politicamente sempre "incorrecto" - o que, desconstruindo, significa ser-se directo, firme nas convicções, independente nos actos, (...)
21.Mar.21

O lado "escuro" da pandemia

as realidades que passam para o fim da lista da agenda pública

mparaujo
Há mais vida para além da COVID-19, para além das vagas, para além das estatísticas, para além das vacinas e das guerras das farmacêuticas. Se as orientações e regras necessárias para a mitigação da pandemia merecem o nosso especial cuidado para regressarmos o mais rápido possível à tão desejada normalidade (se é que alguma vez a voltaremos a ter, tal como a conhecíamos até março de 2020), o excessivo foco e centralidade do nosso quotidiano na COVID-19 faz com que os (...)
27.Jan.21

Lembrar para nunca mais repetir

O que foi feito não pode ser desfeito, mas podemos evitar que aconteça novamente. Anne Frank

mparaujo
27 de janeiro No dia em que se comemora a libertação, pelas tropas soviéticas, dos prisioneiros do campo de concentração nazi Auschwitz-Bikernau (que, na verdade, era uma rede de 3 campos no sul da Polónia: Stammlager Auschwitz (administrativo); Auschwitz-Bikernau (extermínio) e Auschwitz-Monowitz (trabalho forçado), e ainda mais 45 pequenos campos satélites), a Assembleia-Geral da ONU declarava, em novembro de 2005, através da Resolução 60/7, o dia 27 de janeiro como o Dia (...)
20.Dez.20

Je Suis SEF...

ou melhor, para afastar, desde já, qualquer mal-entendido: Je Ne Suis Pas, Eduardo Cabrita!

mparaujo
A morte é, por si só, motivo de pesar, respeito e lamento. Agrava-se o sentimento quando essa morte não representa um normal fim do ciclo da vida. É, por isso, difícil de adjectivar e encontrar qualquer ponta de justificação racional quando uma pessoa morre vítima de tortura ou de um ignóbil atentado à dignidade humana. Não sendo, infelizmente, caso inédito na sociedade portuguesa (nos mais diversos contextos e múltiplas realidades), a morte, em março deste ano (sim... já (...)
09.Out.20

Eu TAMBÉM jogo pelos Direitos Humanos

(mais) uma iniciativa, louvável, da Amnistia Internacional Portugal

mparaujo
No plano teórico e dos princípios, o desporto tem, de facto, uma universalidade inquestionável, capaz de superar fronteiras, barreiras, diferenças e regiões. No caso concreto do futebol, pelo seu enraizamento nas diferentes culturas e comunidades espalhadas pelo planeta. Infelizmente, na prática, os "corredores obscuros" que norteiam o desporto, a "comercialização/mercantalização" e a "politização" do desporto e, nomeadamente, do futebol, retirou muito da sua ética e da sua (...)
02.Ago.20

O perigo de se "assobiar para o lado"

o pior que a política pode ter são momentos de avestruz...

mparaujo
(créditos das fotos: Tiago Sousa Dias) É conhecido a expressão popular "fazer como a avestruz e enterrar a cabeça na areia" (fingindo não ver nada, alheando-se das adversidades... mesmo que tal afirmação não corresponda à realidade da sua natureza animal). Mas é esta a analogia e a alegoria populares. Na política, esta realidade é o pior dos seus mundos, criando um sentimento público de incoerência, de falta de responsabilidade e de ausência de identidade ou personalidade (...)
19.Jul.20

Mais que um símbolo... uma referência que o Mundo perde

a luta, constante, pela Defesa dos Direitos Humanos ficou mais pobre

mparaujo
A responsabilidade cabe a cada um de nós: os Direitos Humanos são universais, são o valor colectivo mais precioso que a humanidade possui. Limitá-los, significa menosprezar e desvalorizar o "outro", desprezar o valor da dignidade humana. Indiferença e alheamento é o espelho da incapacidade de sairmos da nossa "bolha" de conforto social. As causas e o quotidiano social produzem, historicamente, símbolos. Pessoalmente, aos símbolos prefiro acrescentar as Referências... aqueles que (...)
21.Jun.20

Vale a pena pensar nisto #07

Refugees lives matter... Dia Mundial do Refugiado. pessoas iguais a nós

mparaujo
(fonte da imagem: ACNUR/ONU) Há uma péssima "tradição" na sociedade portuguesa de argumentar contextos e realidades longínquas (violência, racismo e xenofobia, pobreza, migração, guerra, fome, direitos humanos) com dois infelizes e dispensáveis argumentos: "isso é lá longe, no país (terra) deles" ou, ainda, "preocupem-se é com as pessoas de cá". Mas mesmo em situações "à nossa porta", temos reacções semelhantes: fechamos os olhos à pobreza (lá damos um quilo de arroz (...)
15.Jun.20

Todas as vidas contam...

nomeadamente, as 'vidas' vítimas de violência.

mparaujo
Um dos méritos do movimento "Black Lives Matter", para além de (principalmente) dar voz à realidade do racismo, foi trazer à consciência social várias problemáticas que reflectem a necessidade do combate a todas as circunstâncias que coloquem em causa a dignidade humana. Daí que, sem qualquer pretensão de menorizar o movimento inicialmente norte-americano, da expressão "black lives matter" (e contam mesmo (...)
14.Jun.20

Statues Matter... ou como "A História Nunca pode ser Travada".

Vemos, Ouvimos e Lemos... não podemos ignorar.

mparaujo
(créditos da foto: Nuno Fox, Expresso) Se há momentos em que Sophia de Mello Breyner Andresen ganha um dimensão ainda maior do que a (merecidamente) tem, esses momentos são os de agora, os dos últimos acontecimentos e dias. Ressoam na memória partes do poema "Vemos, Ouvimos e Lemos" (penso que de janeiro de 1969), bem como uma "velha frase batida", com pelo menos 36 anos: «a história nunca pode ser travada" (MCE - Movimento Católico de Estudantes). Vemos, ouvimos e lemos Não (...)
07.Jun.20

A propósito do racismo, entre outros

ser intolerante com a tolerância. Um texto contra o racismo e por um jornalismo com identidade.

mparaujo
Desde o final da semana passa e durante todos estes primeiros dias de junho, a morte do afro-americano George Floyd relegou para segundo plano a "cansável COVID-19". A agenda pública trouxe, infelizmente pelos piores motivos, a questão do racismo, alargado à xenofobia, à homofobia, à igualdade de género, aos migrantes e refugiados. Das várias leituras sobre a questão, há três contextos que me mereceram particular atenção: a existência (sempre houve) de racismo e xenofobia em (...)
26.Jan.20

Porque a História nunca pode (deve) ser travada...

mparaujo
É um marco incontornável da realidade e história contemporânea: a II Guerra Mundial e o extermínio étnico - Holocausto - que vitimou um número estimado superior a 11 milhões de cidadãos, 6 dos quais homens (3 milhões), mulheres (2 milhões) e crianças (1 milhão) judeus. Sob o desígnio político-nacionalista Endlösung der Judenfrage (Solução Final), com a ignóbil desculpa/justificação dos lebensunwertes Leben(indignos da vida), foram condenados à morte, morreram pela (...)
07.Jan.20

Passar da(s) Palavra(s) aos actos...

mparaujo
Promovida, mais uma vez, pela Porto Editora, os portugueses escolheram a palavra do ano de 2019. Por si só, qualquer contexto de violência é condenável, criticável e deve ser denunciado. Têm vindo a público inúmeras realidades reprováveis: 900 casos de violência contra profissionais da saúde (normalmente, médicos e enfermeiros); praticamente todas as semanas há registo de casos com professores e auxiliares de educação; são mais que significativos os casos de violência (...)
03.Nov.19

A minha proposta é melhor que a tua... as vidas que se lixem.

mparaujo
Há um elefante no meio da sala que a muitos teimam não ver. O mundo está, hoje, numa perigosa escalada de instabilidade e conflitualidade social ou de contestações governativas. Veja-se o que se passa na América do Sul (Chile, Bolívia, Equador, Guatemala), no Médio Oriente (Líbano, Iraque, Iémen) ou em África (Etiópia, Argélia, Sudão, Burkina Faso, Somália, Ruanda, Zimbabwe, Líbia), na Ásia (Hong Kong). E, claro, o conflito internacional mais "mediático": Síria. Outra (...)
26.Out.19

Há sempre o outro lado da moeda... e nunca é bonito / melhor

mparaujo
Há dois dias, a Amnistia Internacional Portugal apelava à assinatura da Petição (dever já cumprido) na área dos direitos económicos, sociais e culturais: "Milhares de pessoas em risco de vida no sul de Angola". Entretanto, o Pedro Neto (director-executivo da AI Portugal) está (já a meio), até 31 de outubro, numa missão em Angola, dando voz à causa e aos milhares de pessoas que, longe do mediatismo e brilho de Luanda, morrem à fome no sul do país. Por coincidência na mesma (...)
29.Set.19

Não se trata apenas de Migrantes ou Refugiados. São pessoas... seres humanos.

mparaujo
(créditos da foto: Christopher Reardon / ACNUR-ONU) A ONU declarou instituiu, desde 2000, o dia 20 de junho como o "Dia Mundial dos Refugiados". Hoje, 29 de setembro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Podendo parecer uma duplicação de datas, independentemente de crenças e credos, a verdade é que todas as datas, todos os momentos são importantes para lembrar e alertar para o maior flagelo da humanidade, nos dias de hoje. Por mais movimentações, (...)
20.Jun.19

Dia Mundial do Refugiado: (garantidamente) Não é por vontade própria...

mparaujo
(crédito da foto: Andrew McConnel/ACNUR) E infelizmente, à falta de responsabilização (religiosa, geopolítica, geoestratégica, climática/ambiental, Europeia), os próprios refugiados tornam-se os "culpados" (por fugirem da morte... por tentarem sobreviver... porque foram expulsos... porque a "vida" está no país ao lado ou na travessia do Mediterrâneo "da morte"). 20 de junho... as Nações Unidas instituíram, em 2000, este dia como o Dia Mundial do Refugiado, para a (...)
30.Dez.18

2018 Revisitado (parte 3) - Aqui, à beira mar plantado...

mparaujo
A Segurança de Pessoas e Bens, a Saúde, a Justiça, o Ensino e a Política são os principais registos que marcaram o ano de 2018 em Portugal. Na mesma altura em que se assinalou o 20.º aniversário do prémio Nobel da Literatura atribuído a José Saramago e num ano em que o “Presidente dos Afectos” é, para muitos dos portugueses, uma das principais figuras. da Tragédia… Volvido um ano após os acontecimentos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, (...)
29.Dez.18

2018 Revisitado (parte 2) - Pelo mundo...

mparaujo
A história da Humanidade, ao longo dos séculos (AC e DC), sempre teve períodos, mais ou menos longos, de conflitualidade entre os homens e os povos/nações. Foi, também, nesses contextos que as civilizações delinearam os seus futuros. No período contemporâneo, na primeira metade do século XX, as duas Grandes Guerras (1914-1918 e 1939-1945) foram o reflexo visível dessa conflitualidade. No entanto, o Mundo soube sempre acolher períodos alargados de paz (ou alguma paz) e de (...)
18.Nov.18

América Centro e Sul: é a política, estúpido!

mparaujo
Nada é mais importante que a vida. Nada se compara à luta pela sobrevivência perante a doença, a guerra ou a fome. Tomemos como exemplo a crise humanitária dos refugiados da África subsaariana, norte de África e do Médio Oriente (como exemplo, a Síria) e a permanente e constante busca diária pela sobrevivência e pela fuga à morte, mesmo que isso signifique mergulhar no completo desconhecido e incerteza. Mas há outros contextos e realidades que tocam o limiar desta (...)