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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

10.Ago.14

A brincar com os números...

mparaujo
publicado na edição de hoje, 10 de agosto, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos A brincar com os números… Os últimos dias (semanas) revelam um país capaz dos mais extraordinários feitos matemáticos. Uma capacidade inolvidável de “brincar com os números”. Sejam eles financeiros, sejam sociais. E a semana foi profícua nestes dois aspectos. Primeiro a questão do BES. Muito para além dos clientes da instituição bancária a verdade é que todo o caso BES caiu que nem (...)
01.Ago.14

Vai chegar uma “pipa de massa”

mparaujo
Em pleno final de mandato europeu, Durão Barroso anunciou a vinda de uma “pipa de massa” de fundos comunitários no âmbito do próximo Quadro de Apoios Comunitários 2020 - Fundos Estruturais. São cerca de 26 mil milhões de euros de ajudas da União Europeia. De facto é um valor significativo para um país a necessitar de investimento como do pão para a boca. Mas há dois aspectos na declaração do ainda Presidente da Comissão Europeia que merecem destaque. O primeiro prende-se (...)
07.Mai.14

O algodão não engana

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 7 de maio, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos O algodão não engana Este título espelha uma frase publicitária, bem conhecida dos portugueses, referente a um produto de limpeza. Mantendo a eficácia publicitária, a verdade é que o algodão continua a não enganar. De tal modo que ao passarmos o algodão por cima do anúncio, no passado domingo, proferido pelo Primeiro-ministro sobre o tipo de saída do memorando de ajuda externa a conclusão é uma: (...)
24.Abr.14

Da serie... as pessoas e o país (#3)

mparaujo
Relembremos o princípio: "A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor” (Luís Montenegro, líder da bancada do PSD, 21.02.2014, vésperas do XXXV Congresso do PSD). A dissociação das pessoas ao país é, por si só, questionável e criticável. Afirmar-se que as pessoas não estão melhores é, no mínimo, uma falta de respeito pelo esforço dos portugueses e de uma insensibilidade social preocupante. Dizer-se que o país está muito melhor é, claramente, (...)
21.Abr.14

Vale a pena pensar nisto (#4)

mparaujo
A ler os outros... Andrea Diegues. Pela partilha fui dar de caras com este texto e este testemunho (por razões profissionais) da Andrea. Dei de caras... engoli em seco... contive o nó na garganta... e fiquei em silêncio. E um silêncio que incomoda cá dentro. E muito. Sim... porque às vezes o silêncio também compromete, também solidariza, também expressa. Mas também incomoda e tira-nos do (...)
02.Abr.14

Um país a perder...

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 2 de abril, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Um país a perder… Enquanto alguns indicadores positivos, diga-se em abono da verdade, como o cumprimento do défice de 2013 abaixo dos 5%, o saldo externo e as exportações, por exemplo, vão dando a ilusão de um país melhor, de uma reviravolta na crise, teimosamente os outros números, os da realidade, vão-nos mostrando e lembrando o país real, o país do dia-a-dia: os cortes sociais; a (...)
25.Mar.14

da série... não nos tomem por parvos.

mparaujo
É salutar que o Governo, a Assembleia da República, os partidos políticos, em função do reconhecimento da realidade possam, a determinada altura e em função das circunstância, alterarem os seus conceitos. É sabido que, principalmente em processos eleitorais, a demagogia é o prato forte do dia. Embora, infelizmente, ao fim de 40 anos de democracia, isso ainda aconteça. E mais infelizmente muitos de nós, cidadãos, ainda caírem nas tramas dessa demagogia. O que é inaceitável (...)
23.Mar.14

Das esquisitices deste país...

mparaujo
para além das esquisitices, também podiamos falar das "prioridades", do conceito de justiça, de equidade, ... Mas há coisas que só mesmo em Portugal. Que o Estado não deva ter qualquer interferência na economia privada, não deva ter qualquer interferência nos destinos das empresas privadas, que desempenhe, com especial eficácia e eficiência, o seu papel regulador, é algo que me parece evidente. O problema é a questão de coerência nas acções do Estado. Basta relembrar as (...)
15.Mar.14

A ler os outros... uma terceira via.

mparaujo
A propósito do Manifesto da reestruturação da dívida e como antecipação do texto que será publicado na edição de amanhã do Diário de Aveiro. O Prof. Doutor Marques-Mendes apresenta, mesmo que sumariamente, uma alternativa (ou uma terceira via) quer à "birra" política de Passos Coelho, quer ao Manifesto: uma mudança de paradigma da gestão da dívida pública por iniciativa exclusivamente nacional. Haja vontade política... A ler... "Reestruturação da dívida pública: sim, não ou talvez?" (...)
27.Jun.13

Há 10 anos... do 'Negócios'

mparaujo
Há 10 anos já havia muita coisa. Já havia uma crise económica e de valores escondida e pronta a explodir (e a implodir). Já havia crise política, nos partidos, na imagem dos políticos junto dos cidadãos, da crise dos valores que construíram (ou que sustentaram a construção europeia). Há 10 anos (5 anos depois) ainda recordávamos a Expo 98 e estávamos em vésperas do (...)
26.Jun.13

As datas míticas

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 26 de junho, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos As datas míticas. 1. Onde estamos? Para onde vamos? Estas são duas questões fundamentais que qualquer consciente cidadão coloca diariamente e que deveria inquietar o actual Governo. No dia 21 de junho o Executivo de Pedro Passos Coelho cumpriu os primeiros dois anos de mandato (metade da legislatura). Os mesmo dois anos que marcam o resgate internacional de Portugal, sob “alçada” da Troika (...)
02.Jun.13

Isto afinal anda tudo ligado

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 2 de junho, do Diário de Aveiro. Entre a Proa e a Ré Isto afinal anda tudo ligado O pior que pode acontecer a um Governo, mais do que a antipatia gerada pelas políticas que implementa e a gestão governativa que efectua, é a perda de credibilidade e o desrespeito para com os cidadãos que governa, independentemente de o terem elegido ou não. Já tínhamos tido a infeliz experiência da rotulagem dos portugueses como piegas, de recomendar aos jovens e (...)
25.Abr.13

Governar ‘gota-a-gota’

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Publicado na edição de hoje, 25 de abril, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Governar ‘gota-a-gota’ Escrever no dia em que Portugal, há 39 anos, soube (re)conquistar o sentido da liberdade provoca um misto de regozijo mas simultaneamente de alguma apreensão pela forma como essa mesma liberdade vai perdendo significado, responsabilidade e consistência. Algo que, comparativamente, é a imagem do Governo. O sentido (significado) do esforço que tem disso exigido aos (...)
17.Abr.13

Fim do Pórtico? Ilusão...

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Publicado na edição de hoje, 17 de abril, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Fim do Pórtico? Ilusão... Desde que foram implementados sistemas de portagens (pórticos) nas ex-SCUT que tem sido largamente discutida a existência do chamado “Pórtico do Estádio”, no acesso da A25 a Aveiro/Praias. Discussão que tem sido transversal à comunidade aveirense, aos partidos políticos, à autarquia aveirense (e vizinhas) e fortemente debatido na Assembleia Municipal de Aveiro. (...)
27.Mar.13

Três ‘balelas’ políticas

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Publicado na edição de hoje, 27 de março, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Três ‘balelas’ políticas 1. Dois partidos políticos que compõem uma coligação não têm forçosamente de estar em plena comunhão de ideias. Mas o que não pode existir é uma diferenciação nos objectivos que provoquem rumos diferentes. Por outro lado, é óbvio que a partilha do poder pressupõe cumplicidade e co-responsabilidade nos actos, nas medidas e nas políticas. De outro modo é (...)
20.Mar.13

Os astros devem estar loucos

mparaujo
Publicado na edição de hoje, dia 20 de março, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Os astros devem estar loucos Se como Marcelo Rebelo de Sousa referiu neste domingo que Vítor Gaspar não era ministro das Finanças mas sim astrólogo (mais do tipo “cartomante”), então só podemos chegar à conclusão que os “astros devem estar loucos”. Principalmente porque na atmosfera deve estar tudo de “pernas para o ar” para que o ministro Vítor Gaspar não acerte uma. Já não (...)
13.Mar.13

Portugal Suspenso

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Publicado na edição de hoje, 13 de março, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Portugal suspenso O país encontra-se numa preocupante e impensável situação de suspensão e incerteza, face a uma realidade que nos apresenta e descreve como uma das maiores crises desde o 25 de abril de 74, precisamente no ano em que o Primeiro-ministro e o ministro das Finanças apontavam como o ano do início da recuperação da crise. Sendo verdade, e importa realçá-lo, que existe algum (...)
10.Mar.13

Até à probreza final...

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Publicado na edição de hoje, 10 de março, do Diário de Aveiro. Entre a Proa e a Ré... Até à pobreza final… Com esta sétima avaliação da Troika a demorar mais do que habitual (o que não augura nada de bom, aparentemente) a discussão política tem-se centrado na dicotomia aumentar ou diminuir os salários, nomeadamente e ao caso, o salário mínimo nacional (neste momento situado nos 485 euros mensais). Em situação de crise económica (de recessão), uma redução no valor (...)
05.Mar.13

O desespero pelo emprego

mparaujo
  Uma das maiores e principais (e piores) consequências das medidas que têm sido implementadas para a recuperação financeira e económica do país, fruto do memorando de entendimento de ajuda externa (BCE - UE - FMI) e também como resultado da concepção política do Governo, é, acima de qualquer outra circunstância, o elevado valor da taxa de desemprego. Taxa esta que, (...)