Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Set 06
A data que mudou o mundo deve merecer momentos importantes de reflexão. Mesmo aqui, neste “paraíso” aveirense.
O 11 de Setembro de 2001, é um acontecimento que dificilmente se poderá esquecer, muito menos apagar da memória de milhares de pessoas e da história contemporânea.
Mas sempre pelos piores fundamentos.
Passados 5 anos, o que mudou então?!
Ficou o mundo mais seguro?!
A resposta óbvia e coerente é não! Claro que não!
Os acontecimentos de Manhattan - New York, Washington e Pennsylvania naquele fatídico dia chocaram a América e o Mundo. E a esta distância temporal, no regresso ao passado, as imagens ainda chocam e transportam uma perplexidade difícil de explicar.
A poderosa e inatacável América tornou-se vulnerável.
O Mundo tornou-se mais frágil e inseguro. Tornou-se um palco de conflitualidade, de violência, de guerra e de morte.
No pós 11 de Setembro, já tivemos 200 mortos no Bali (Outubro de 2002), 190 mortos em Madrid (Março de 2004), 70 mortos em Londres (Julho de 2005) e 200 mortos em Bombaim (Julho de 2006).
É a expressão real da máxima: violência gera violência; conflito gera conflito. Da irreflexão do ataque ao Afeganistão, até à incompreensível e infundada invasão do Iraque.
Não queiram entender nestas palavras qualquer movimentação anti-americana. Por princípio ideológico não o poderia fazer.
Mas é um facto que até ao dia 11/9 e mesmo após essa data, nas acções de segurança interna de vários países, o mundo sempre soube “capturar” terroristas sem recorrer ao confronto bélico.
Daí que necessidade de invadir um país como o Afeganistão, para capturar Usama bin Laden, pela responsabilização dos atentados de 11/9 foi um acto irreflectido. Passados 5 anos, Bin Laden continua algures entre o Paquistão e o Afeganistão. Passados 5 anos o sul do Afeganistão volta a “cair” nas mãos dos talibãs.
E nesta data, é importante e relevante a captura do líder da Al-Qaeda?! Não é.
Mesmo após algumas figuras da rede terem sido atingidas, mesmo que há cerca de dois anos não se saiba nada do seu líder, a Al-Qaeda já ultrapassou a sua essência. Hoje mais que uma associação, a Al-Qaeda transformou-se num conjunto de células espalhadas por todo o mundo, baseadas no seu princípio.
E hoje a sua importância, mormente o renascimento do “talibanismo” no Afeganistão, começa a ser repensada. Tão ou mais importante é o papel da Síria, do Irão, do Hezbollah no Líbano e os xiitas na Arábia Saudita.
A Al-Qaeda não criou o Jihadismo. Ela baseia-se na Jihad islâmica. E este fundamentalismo é “universal” no mundo islâmico e muçulmano.
E esta é que é a verdadeira questão.
O mundo, após os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono(!), tornou-se mais vulnerável, mais inseguro pelo aumento do terrorismo assente num aumento do ódio entre o mundo ocidental e o mundo islâmico.
A totalmente questionável e irreflectida invasão do Iraque, sem a descoberta das armas químicas, sem a prova da ligação de Saddam Hussein a Bin Laden ou de Bagdad (Iraque) aos atentados de 11/9 (aliás, recentemente reconhecido pelo senado americano), tornou o terrorismo mais forte. Criou um maior antagonismo entre os dois mundos, tão distintos. Aumentou o ódio entre islâmicos e muçulmanos e ocidentais. Aumentou o receio, a desconfiança política, reflexo das sucessivas acções e “mentiras” desta administração do presidente Bush. Aumentou os atropelos ás liberdades fundamentais e aos estados de direito, como o comprovam os voos da CIA e as prisões secretas americanas espalhadas na Europa.
Reconheço o direito de quem é atacado em se defender. Ninguém ficaria indiferente se atacassem a Torre Eifel, a nossa Torre de Belém, etc. Não reconheço que a sua defesa se faça na base do “olho por olho, dente por dente”, no uso e justificação de quaisquer meios para atingir um fim. Ao fazê-lo as circunstâncias e os papéis são iguais. Tornamo-nos, obviamente, terroristas.
O mundo passou a ser “governado” por um submundo cheio de secretismo, de interesses obscuros, sem respeito pela dignidade humana, pelos direitos fundamentais.
A realidade é que, nestes últimos 5 anos, o ocidente ficou refém do terrorismo que “ajudou” a aumentar e a espalhar, mesmo para dentro das suas fronteiras e da declaração de “guerra santa” do mundo islâmico.
A realidade é que o ocidente está refém de uma economia que se baseia essencialmente, se não exclusivamente, no petróleo, riqueza e matéria-prima do mundo árabe.
Por estes princípios, é difícil o combate desta dualidade Ocidente-Islamismo através da via do diálogo, da tentativa de democratização e socialização do mundo árabe.
As consequências e as opções tomadas após o do dia 11 de Setembro e 2001, das quais se destacam as invasões ao Afeganistão e Iraque, o conflito recente Israel-Libano, o desenvolvimento nuclear no Irão, começam a tomar proporções maiores que os ataques daquele dia.
A intolerância, o ódio, os preconceitos, o desrespeito pela condição humana, aumentaram.
O mundo tornou-se mais dividido, com maiores divergências políticas ou económicas, principalmente mais relevantes naqueles que eram, até há 5 anos atrás, os maiores aliados (Europa e Europa-Estados Unidos).
Hoje, volvidos apenas 5 anos, no mundo há mais terrorismo, há mais guerra, mais violência e mais mortes.
Hoje, a Humanidade morreu.
O mundo precisa de voltar a mudar.
(publicado na edição de 16.09.2006 no Diário de Aveiro)
publicado por mparaujo às 10:40

11
Set 06
O Dia em que o terrorismo mudou o Mundo.




Sem mais pelo respeito às vítimas.
publicado por mparaujo às 10:45

07
Jul 06
Londres acorda triste, amargurada, recordando e chorando os seus mortos e feridos.
O Mundo continua preocupado, sobressaltado, inquieto.
7 de Julho: um ano depois...
As memórias e pouco mais.
Com tantas preocupações, estudos/projectos, normas de segurança, aumento do combate ao terrorismo, o que resta depois do 11 de Setembro, 11 de Março e 7 de Julho?!
Estamos mais seguros ?! Vive-se em paz?!

O Mundo melhorou:
a fome na Àfrica Central e Austral;
a guerra social no Sri-Lanka;
a conflitualidade social-política e económica da América do Sul;
a instabilidade do Iraque;
o Afeganistão;
a "convicção nuclear" do Irão;
a ameaça dos misseis Coreanos;
o "pulsar" polítco (ainda) nos balcãs;
o instabilidade politico-social em Timor;
o interminável confronto israel-palestina;
a obsessão controladora do Tio Sam;
o vazio político, ideológico e dasconvicções da velha europa.
É este o mundo após o choro das memórias!
Até quando?!
publicado por mparaujo às 20:27

03
Jul 06
A morte sempre me tocou, entristeceu e comoveu.
Por ser vazia, sem sentido, irracional (mesmo que logicamente um facto biológico).
A morte é sempre estúpida. Porque estupidamente sem razão.
Mais estúpida se me afigura, quando despropositada, imprevista e ilógica.
Por isso, sempre que desse facto sou conhecedor, assumo claramente o posicionamento do lado da solidariedade e do respeito.
Pelas vítimas do sinistro acidente do metro em Valência (Espanha), a minha sincera e singela homenagem.

publicado por mparaujo às 22:32

27
Abr 06
Última chamada.
Sr. Bin Laden e Sr. Líder do Hamas. Última chamada para o voo C.I.A. Air Lines.
Queiram, com urgência, dirigir-se à gare A.
A viagem está prestes a iniciar-se, com paragens nas principais capitais europeias e destino parasidíaco, perfeitamente secreto.
Mas, por favor, não digam nada... é segredo!
publicado por mparaujo às 20:10

09
Abr 06
Aquando da publicação das caricaturas islâmicas nos jornais dinamarqueses (e depois pelo resto do mundo), muitos foram aqueles que apelidaram os que (como eu) se opuseram a tal feito, de "forças de bloqueio" de anti "liberdade de expressão".
Considerando a liberdade como um direito intocável e sem qualquer tipo de limitações, os que defende este espírito, obviamente só o fazem, em teoria e porque os factos não os atingem directamente ou são "vividos" bem longe do seu dia-a-dia.
Porque quando a realidade é outra as vozes hipocritamente se calam e não se ouvem.
Nada me move contra ou a favor da ETA.
Nada me move contra ou a favor do IRA.
Nada me move contra ou a favor da tensão Israel-Palestiniana.
Tudo me move quando os princípios pelos quais legitimamente todos têm o direito de defender, resulta em violência e morte. Aqui tudo perde sentido.
Agora, acho curioso que muitos dos que se colocaram a favor da dita "liberdade de expressão" totalmente ilimitada, como um bem supremo, hipocrita e silenciosamente condenem a existência de propaganda pro-ETA num centro comercial da cidade.
Estão todos com medo de publicamente falar, de criticar ou até de apoiar, porquê?!
Então onde está a tal Liberdade de Expressão?!
Caricaturalmente....
publicado por mparaujo às 22:06

18
Nov 05
Podemos (e devemos) ser contra a Guerra.
Podemos não concordar com o envolvimento das forças armadas portuguesas em cenários internacionais de guerra.
Não podemos é ficar indiferentes quando um português, no exercício das suas funções de estado, morre... pelo sentido patriótico, pela segurança e liberdade dos outros.
Sem direito a comentários... O meu respeito.
Um militar português morreu esta sexta-feira em Cabul, capital do Afeganistão, depois do carro de patrulha onde seguiam ter detonado uma mina.
publicado por mparaujo às 15:37

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