Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
Já aqui afirmei, por diversas e distintas vezes, a minha convicção política como democrata-cristão e centrista. Entendo que são as opções pessoais que nos devem orientar nas nossas convicções e no nosso dia-a-dia (independentemente do respeito e da pluralidade). Não acho que devam ser questões de subserviência político-partidária que nos devem orientar nos nossos propósitos, nem condicionar as nossas opções. Assim sendo… e aproveitando o fim-de-semana influenciado pelo (...)
A semana de reflexão terminou, embora haja questões importantes ainda por solucionar. Mas algumas realidades são relevantes. Mesmo num contexto local, a realidade pode ganhar contornos mais abrangentes. E é um facto que as eleições em Lisboa poderão ter marcado e traçado um futuro nada agradável ao CDS.PP. A conflitualidade interna vivida há alguns meses atrás deixou marcas que dificilmente serão sanadas. Além disso e mais uma vez, o partido “paga” uma factura bem alta do (...)
Com a demissão de Nuno de Melo da presidência da Bancada do CDS.PP, nada ficará como dantes para os lados do Largo do Caldas. A divisão e o desentendimento entre a direcção do partido e a bancada parlamentar estará longe de se tornar pacífica. O que é certo é que Ribeiro e Castro se tornou o presidente de uma fracção de uma CDS cada vez mais ilusório. Sej (...)
Ribeiro e Castro, depois de tantas vezes ter sido aqui criticado, teve aquele que foi o melhor posicionamento político desde as últimas eleições: a oposição ao governo do PS tem que ser feita por propostas concretas e coerentes e não por retóricas iguais às propagandas governativas. Daí que se aplauda a forma não crítica como analisou a entrevista do Presidente da República. Bem (...)
Foi colocada publicamente a eventual dissolução do Partido da Nova Democracia. De irrelevante para a política portuguesa e mesmo para a direita(!), há no entanto, mesmo que ligeiro, algum mediatismo que foi acompanhando esta curta e insignificante passagem pelo espectro político do país. Este mediatismo esteve sempre e quase que exclusivamente ligado à sede de vingança e a uma irreflectida (...)
foto: Paulo Cunha/Lusa O Presidente do (meu) CDS.PP (embora nãoseja o meu presidente) teve ontem, na reentré política, em Leiria um ápice de bom senso e de parco momento de inteligência política.Para meu espanto... a ler aqui. O amigo e companheiro ideológico Carlos Martins (...)
Não. Ainda não estou de férias (mas está quase). E desenganem-se aqueles que esperam por algum de interregno dos ecos dos arcos, porque não é intenção fazer qualquer intervalo lúdico. A vida e o mundo não param. E se se pensava que esta "silly season" do verão de 2006 iria esmorecer pelo facto de a política e os nossos políticos irem a banhos, foi pura ilusão. E pessoalmente pelas piores razões. Referi por inúmeras vezes o meu desagrado à condução e liderança do cds. Re (...)
Em política o "passar ao lado" significa, na maioria dos casos, uma perda de oportunidade de tal forma relevante, resultando numa deficiência de projecção política. É, neste caso, que o marcar a agenda política e a definição de estratégicas de acção (sejam governativas ou na oposição) têm o seu maior relevo. E no seguimento do que escrevi aqui, uma vez mais o CDS-PP esqueceu-se e (...)
Findo o congresso do CDS-PP, a maior vitória registada foi a do “coisa nenhuma” e “vazio total”. As questões internas fazem parte da vida de qualquer partido político. Qual o partido que já não teve os seus dissidentes, as suas “guerrilhas” pelo poder e por uma posição forte, as discussões necessárias para a definição de estratégias e de sustentabilidade política. A isto, (...)
Não me parece que o Congresso Extraordinário do CDS tenha qualquer significado político para o partido, nem daí resulte uma maior credibilização do lider (antes pelo contrário). Até às próximas legislativas, a oposição ao governo do PS tem necessariamente estar dependente de alguém que marque a diferença em conceitos, ideias e projectos. Alguém (...)
Gostei de ouvir (e ver) Paulo Portas na Sic-notícias. a falar da Lei da Nacionalidade e da Imigração. Interessante a abordagem do tema do ponto de vista humanista e social. a falar do PSD e do CDS como oposição. De facto, como afirmou, quem politicamente ganhou no fim-de-semana passado, com estas públicas e desinteressantes, para os problemas nacionais, crises internas na oposição da direita foi o Primeiro Ministro. Acrescento ainda o que muitas vezes aqui foi postado: a (...)
Notícias de última hora nas hostes centristas, dão conta da eventual realização de um congresso extraordinário eleitoral (!). Já por diversas vezes o afirmei neste espaço... estando já há muito tempo afastado da militância activa, tal realidade permite-me a emissão desinteressada de opinião sobre o CDS.PP. E esta "banda" tem andado muito desafinada, desalinhada e costas voltadas com o "coreto". Boa oportunidade para refrescar uma liderança a menos, muito contestada e sem (...)
Politiquês. Sobre o que referi aqui relacionado com a liderança política do CDS.PP, não seria correcto da minha parte, deixar passar em claro a referência a este post do Carlos Martins, no Neo-liberalismo e que está pura e simplesmente divinal. Ex (...)
A expressão politicamente correcta de travessia do deserto, vais ser uma referência do léxico político dos próximos três anos de governação socialista. A co-habitação com o novo Presidente da República, a ausência de eleições e a maioria governativa, são argumentos suficientes para que a oposição tenha de ter capacidade em se organizar correctamente, de se posicionar com racionalidade e de conseguir marcar a sua própria agenda política. E é neste quadro que me preocupa (...)
Eu não acredito em fantasmas, mas que os há "házeos". Paulo Portas vai regressar à ribalta política. Da mesma forma que entrou nela, destronando Manuel Monteiro da liderança do CDS. O meio chama-se "media" e o método, a "liberdade" de cargos políticos que lhe permita opinar sobre tudo, sem constrangimentos políticos. O programa chama-se O estado das Artes. A arte de ser actor político. Se eu fosse Ribeiro e Castro, preparava-me para ir à bruxa. Não vá o diabo tecê-las.
É o mesmo que, no sentido mais abrangente, falarmos de Reciclagem. E por falarmos em reciclagem... Era bom que o CDS.PP pensásse seriamente em reciclar a sua liderança. Sou, por convicção, centrista. Não o sou por rebanhismo ou carneirismo. Por outras linhas, não sou "maria-vai-com-as-outras". E, pessoalmente, não me parece que o lider do cds.pp tenha carisma de liderança, acrescentando alguma incapacidade de gerir os momentos políticos e a oposição governativa. Falamos muito (...)