Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.
publicado na edição de hoje, 16 de março, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Um manifesto à dívida. Se William Shakespeare fosse vivo provavelmente “reestruturava” uma das suas mais emblemáticas expressões poéticas face à agenda política nacional, nestes dias mais recentes: “Reestruturar ou não reestruturar, eis a questão”. Isto para não irmos mais longe (...)
A propósito do Manifesto da reestruturação da dívida e como antecipação do texto que será publicado na edição de amanhã do Diário de Aveiro. O Prof. Doutor Marques-Mendes apresenta, mesmo que sumariamente, uma alternativa (ou uma terceira via) quer à "birra" política de Passos Coelho, quer ao Manifesto: uma mudança de paradigma da gestão da dívida pública por iniciativa exclusivamente nacional. Haja vontade política... A ler... "Reestruturação da dívida pública: sim, não ou talvez?" (...)
A propósito do Manifesto a defender a reestruturação da dívida portuguesa (“Manifestamente…”) têm surgido vozes, legitimamente, com posições opostas e críticas ao documento subscrito por 70 personalidades da sociedade portuguesa, das mais diversificadas convicções ideológicas, sociais e partidárias. Algo que representa, por si só e para além do contexto, um (...)
Se William Shakespeare fosse vivo provavelmente “reestruturava” uma das suas mais emblemáticas expressões poéticas face à agenda política nacional, nestes dias mais recentes: “Reestruturar ou não reestruturar, eis a questão”. Isto para não irmos mais longe e não cairmos na tentação fácil e radical do “pagar ou não pagar, eis a questão”. A verdade dos factos e da realidade (hoje) demonstram que a monstruosidade do valor da divida pública (com as novas regras (...)
Isto é a sério??? Esta capa do JN da edição de hoje (21.02.2014) só pode ser "brincadeira de Carnaval"... Como é possível que alguém com responsabilidades políticas acrescidas (líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro) tenha uma afirmação destas: "A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor". Logo no arranque do 35º congresso (...)
Publicado na edição de hoje, 29 de janeiro, do Diário de Aveiro. Debaixo dos Arcos Verdade seja dita... A bem da verdade... o défice orçamental de 2013 situou-se nos 4,6% (7.152 M€) face aos 5,5% definidos no programa de ajustamento assinado com a Troika. Este é um facto. E tal como diz o povo: “contra factos não há argumentos”. Mas se calhar, há. O passado dia 23, dando origem aos mais frenéticos confrontos político-partidários, ficou marcado pela divulgação do (...)
A bem da verdade... O dia de ontem, e que deu origem aos mais veementes confrontos político-partidários, ficou marcado pela divulgação do resultado final da execução orçamental referente ao ano de 2013, fixando o défice das contas públicas em 4,6% (0,9% abaixo da meta orçamental imposta pela Troika e que era de 5,5%). Este é um facto ao qual não podemos ficar alheios. Queiramos, quer não… gostemos ou não, a verdade é que o Governo cumpriu e consegui atingir a meta (...)
publicado na edição de hoje, 8 de janeiro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
As incoerências de Belém
O que mudou entre 2013 e 2014 para que Cavaco Silva promulgasse o Orçamento de Estado sem que o tenha enviado para fiscalização do Tribunal Constitucional? Nada. A não ser a incoerências políticas a que Cavaco Silva sempre nos habituou, desde que se sentou na cadeira do Palácio de Belém. Ainda em novembro último foi extremamente zeloso no envio para o Tribunal (...)
Publicado na edição de hoje, 3 de janeiro de 2014, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Ano Novo. Vida… difícil
Ao chegar o final de cada ano surge a inevitável tentação da comunicação social em fazer os tradicionais balanços, as análises e resumos. Mas com a entrada no novo ano/ciclo importa deixar o passado e olhar o futuro. Mas que futuro? Sem entrar em dramatismos ou em contextualizações catastróficas, a verdade e o realismo dão-nos conta de um ano de 2014 muito (...)
Publicado na edição de hoje, 26 de dezembro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Ainda é Natal…
Tal como o ditado popular afirma que “até ao lavar dos cestos é vindima”, até aos Reis será Natal.
Escrever o que quer que seja nesta altura do ano ou soa a demasiado “dejá vú”, a que se adicionam um conjunto de frases feitas e conceitos repetitivos, ou então será algo que sai completamente fora do contexto. No fundo, “preso por ter e por não ter”. Mas que seja.
H (...)
Publicado na edição de hoje, 18 de dezembro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Tic, Tac… Tic, Tac…
Descobriu-se, neste últimos dias, o novo fetiche político do governo: relógios. Não sei se Omega, Tissot, Longines, Swatch, Balmain ou Gucci. Acho até que para o caso, face às circunstâncias que impõem alguma contenção e moderação na despesa, pode ser Casio. Daqueles digitais, com cronómetro e alarme.
Paulo Portas, aproveitando a realização do congresso da (...)
Publicado na edição de hoje, 13 de novembro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Porque não se calam?!
A conhecida e célebre expressão do Rei Juan Carlos dirigida a Hugo Chaves (“¿Por qué no te callas?”) mantém uma actualidade imensa quando transposta para a realidade portuguesa.
Para além da questionável e criticável competência política deste Governo e das medidas e estratégia aplicadas para criar condições para Portugal sair, o mais rapidamente possível, da (...)
publicado na edição de hoje, 3 de novembro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Era suposto ser a Reforma do Estado
Após mais de dois anos de governação e oito meses de “espera”, finalmente foi apresentado pelo vice Primeiro-ministro, Paulo Portas, o “Guião da Reforma do Estado”. Desilusão total.
Primeiro, a tão badalada “Reforma do Estado” não precisa de um ‘guião’. Precisa é de uma estratégia consistente, de sustentação, quantificação e (...)
Ainda sem a certeza de valer a pena, ou não, uma análise cuidada e leitura minuciosa ao “Guião da Reforma do Estado”, importa algumas considerações sobre a apresentação do documento, preconizada, ontem, pelo vice Primeiro-ministro, Paulo Portas. Primeiro, a tão badalada “Reforma do Estado” não precisa de um guião. Precisa de uma estratégia consistente, de (...)
Publicado na edição de hoje, 30 de outubro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Insensibilidade Social
A realidade social do país é só uma, espelhada num excessivo número de desempregados (efectivos), nas dificuldades das famílias e dos cidadãos em cumprirem com as suas obrigações e com a sua “sobrevivência mensal”, no número de empresas que fecham e que não conseguem suprir as exigências do mercado. Este é, de forma extremamente linear mas real, o retrato social (...)
Publicado na edição de hoje, 27 de outubro, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
A pedra no sapato
Também poderia ser “a perseguição”, “as forças de bloqueio”, “um fantasma na governação” ou …
A verdade é que desde finais de 2011 (após ser eleito) o Governo de Pedro Passos Coelho tem tido uma preocupante incapacidade de estratégia e consistência governativa, uma notória incompetência para lidar com a gestão da crise e as consequências/contrapartidas (...)
Publicado na edição de hoje, 3 de julho, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
À terceira foi de vez…
Salvo raríssimas excepções e alguns meandros governamentais, o país foi, na sua generalidade (incluindo muito do espectro político nacional) apanhado se surpresa com o anúncio da demissão do ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Pelo que agora se sabe, esta terá sido a terceira vez que tal situação é colocada perante Pedro Passos Coelho que, por diversas razões, (...)
Publicado na edição de hoje, 26 de junho, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
As datas míticas.
1. Onde estamos? Para onde vamos?
Estas são duas questões fundamentais que qualquer consciente cidadão coloca diariamente e que deveria inquietar o actual Governo. No dia 21 de junho o Executivo de Pedro Passos Coelho cumpriu os primeiros dois anos de mandato (metade da legislatura). Os mesmo dois anos que marcam o resgate internacional de Portugal, sob “alçada” da Troika (...)
Publicado na edição de hoje, 6 de maio, do Diário de Aveiro.
Entre a Proa e a Ré
Será que vale mesmo a pena?
No discurso à nação, na sexta-feira passada, o Primeiro-ministro tocou num aspecto fundamental desta governação. Ao fim de dois anos (praticamente metade do mandato) a questão que todos os portugueses colocam no seu dia-a-dia é se todos os sacrifícios e os esforços a que têm sido sujeitos valem a pena. Pedro Passos Coelho colocou a questão e deu a resposta: (...)
Publicado na edição de hoje, 10 de abril, do Diário de Aveiro.
Debaixo dos Arcos
Pieguices constitucionais.
O Primeiro-ministro, há bem pouco tempo, criticava a atitude dos portugueses perante a crise e as dificuldades, acusando-os de “piegas”. Mas o feitiço virou-se contra o feiticeiro e, face ao chumbo pelo Tribunal Constitucional de quatro normas, das nove analisadas, contidas no Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), a declaração que proferiu ao país no final da tarde (...)