A caminho dos 75 Anos da "Carta Magna" dos Direitos Humanos
10 de dezembro de 1948

10 de dezembro de 1948
Dia em que no Palácio de Chaillot (na zona do Trocadero), em Paris, era assinada a Carta ou Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento redigido, entre outros, pelos juristas John Peters Humphrey (Canadá) e René Cassin (França), pelo filósofo, diplomata e ativista dos direitos humanos Peng Chun Chang (China), pelo filósofo e teólogo Charles Malik (Líbano - viria a ser Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas de 1958 a 1959) e a 'primeira-dama' Norte Americana, à data, e 1.º Presidente da Comissão da ONU para os Direitos Humanos, Eleanor Roosevelt (Estados Unidos).
Neste avançar para o ano de 2023 que marca o 75.º aniversário da Declaração, importa listar alguns pontos negros que espelham os mais graves e condenáveis atropelos às mais elementares garantias e liberdades e aos mais fundamentais direitos da dignidade humana, sejam eles de natureza política, de liberdade de pensamento e expressão/opinião, de igualdade de oportunidades e direitos, de natureza sexual e de género, do desenvolvimento económico, da educação, da saúde, da inclusão social.
Qatar - Irão - Iémen - Arábia Saudita - Afeganistão - Síria - Ucrânia - Arménia/Azerbeijão - Rússia - Bielorrúsia - China / Hong Kong - Mianmar (antiga Birmânia) - Indonésia - Bangladesh - Tailândia - Sri Lanka - Índia - Paquistão - Líbia - Gaza (Israel/Palestina) - Nigéria - Moçambique - Sudão - Níger - África Subsaariana - Burkina Faso - Ruanda - Somália - Nigéria - Mali - Madagáscar - Etiópia - Zimbabué - Marrocos - Camarões - Países Baixos - Reino Unido - Lituânia - Turquia - Letónia - Venezuela - Canadá - Brasil - México - Estados Unidos - Colômbia - Nicarágua - El Salvador - Paraguai - Cuba - entre muitos outros, infelizmente.
Mas também... Portugal, e, de forma particular, no Alentejo (Odemira - Beja). Afinal, o Qatar é já aqui.
Felizmente, este dia também nos traz boas notícias e que merecem o nosso aplauso coletivo: Guiné Equatorial aboliu pena de morte.
Mais do que hoje (ou "por hoje") a "CARTA" merece estar presente TODOS OS DIAS.