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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

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As dúvidas sobre um país hipocritamente racista

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Já há alguns anos que tenho como certeza pessoal que o futebol é uma realidade e um contexto no qual a vertente desportiva é apenas residual: é um meandro obscuro, tenebroso, impune, tormentoso, lamacento e pantanoso, acima da lei e da sociedade.

Mas infelizmente, não é propriamente sobre um jogo, 11 contra 11, um penálti que não foi marcado, um golo que foi anulado.
É sobre o reflexo de uma sociedade espelhada num lamentável e condenável episódio que ocorreu no jogo Vitória SC (Guimarães) vs FC Porto, tendo como alvo o jogador portista Marega vítima de racismo declarado e explícito.
Se o futebol nunca foi palco de promoção de valores e princípios (basta olhar para as declarações de técnico, presidente e claque do Vitória no pós jogo), tal não pode justificar qualquer tipo de ataque à dignidade da pessoa.

Mas isto é o futebol e infelizmente... o país que temos, hoje.
Não vale a pena esconder a cabeça na areia (o que se torna, deveras, perigoso). Há racismo na escola, nos locais de trabalho, nos cafés e bancos de jardim, no desporto, na saúde, na justiça, na política e na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.
O racismo está legitimado, normalizado e vulgarizado na sociedade.
E nada disto não é exagero. Basta rever os comentários (e mimos) que me foram dirigidos a propósito desta publicação.

Mas quando temos uma juventude (70%dos inquiridos) que legitima a violência no namoro e temos políticos com acrescida responsabilidade parlamentar que dizem estas barbaridades e anormalidades:

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