Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

03
Out 19

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Nem sempre a morte de uma figura política (seja nacional ou não) se reveste de consensos, independentemente do respeito.
Curiosamente (ou não), no caso do falecimento de Freitas do Amaral a excepção confirma a regra: PCP reconhece o peso histórico de um dos quatro "pais" da democracia; o BE elogia a vertente humanitária e a defesa dos valores fundamentais dos direitos humanos; o PS destaca o seu papel de grande estadista; algo que é ainda mais valorizado pelo PSD, juntado-lhe a função de aliado político. A sociedade ainda lembra o seu fulgor europeísta e a sua passagem pela presidência da Assembleia Geral da ONU.
E o CDS? Se no contexto do reconhecimento público e histórico da relevância política de Freitas do Amaral na fundação e percurso da democracia portuguesa, seria de esperar que o partido que fundou, juntamente com Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Morais Leitão, entre outros, tivesse, neste dia, a mesma reacção das restantes forças políticas e das várias personalidades que se juntaram a este pesar, já se afigura estranho o lamento público que se assemelha a um "mar de lágrimas de crocodilo", com tamanhas referências ao papel de fundador e de mestre político para os líderes centristas.

É que importa recordar que não é assim tão distante o ano de 2005 e a forma deplorável e condenável como o CDS tratou o seu fundador quando Pedro Mota Soares, mandou retirar o retrato de Freitas da sede centrista, no Largo do Caldas, em Lisboa. Nesse momento, toda a história e o peso político de Freitas do Amaral foi esquecido e quase apagado.

O que a vida separou a morte juntará? Infelizmente, parece que é uma realidade histórica. É quase sempre assim, em inúmeras vertentes (na política, no social, na cultura, etc.).
Mesmo assim... nem tudo é tão claro. Até ao momento, o CDS confirmava que iria manter a agenda da campanha, mas “com sobriedade”. Seja lá o que isso signifique.
Fica-lhes o exemplo de dignidade política: o PSD cancelou o que é, por norma, um dos pontos (ou o ponto) mais alto das campanhas eleitorais - o comício de encerramento (que estava marcado para o Largo do Carmo, em Lisboa, amanhã - sexta-feira - à noite). Exemplos.

publicado por mparaujo às 22:43

comentário:
Por uma questão de reposição da verdade e de honestidade intelectual...
«CDS-PP não fará campanha eleitoral esta sexta-feira, a partir das 15h00».
(mais vale tarde que nunca... não fosse a presunção quase que diria que me leram...)
mparaujo a 4 de Outubro de 2019 às 00:00

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