ou neste caso em particular o mais correcto seria titular "das incoerências da banca".
A questão é simples... alguém anda claramente a tentar iludir ou a querer minar o mercado bancário.
Corre uma obsessão e um histerismo infundamentados contra a presença de Espanha na banca portuguesa ao ponto de haver quem queira aludir a uma "espanholização" monopolista da banca portuguesa.
Tudo isto vem no seguimento da compra do BANIF pelo Santander Totta e de alguma polémica em torno da decisão do Governo no processo de venda do banco do Funchal.
Mas a verdade é que há quem queira, propositadamente, demonstrar lapsos de memória ou de análise.
E a pergunta, para todos os histerismos actuais, é simples: então o BIC, o BPI e a pretensa entrada no BCP são de que nacionalidade? Será que Angola é província espanhola e todos nós desconhecíamos?
Vêm agora os puritanismos e os patriotismos camuflados de outros interesses... até já há quem surja com manifestos sustentados em inocências escondidas. Mesmo que não responda à legítima questão: quanto custará a Portugal (e à banca portuguesa) o apoio de Angola à candidatura de António Guterres à ONU (excelente candidatura, refira-se a bem da verdade)?
Demagogia por demagogia é simples... é bem mais preferível o capital espanhol na banca nacional do que termos tido os "supremos" exemplos da gestão bancária portuguesa que tanto nos estão a custar a todos: BPP, BPN e BES. Isto sim... é que é triste, lamentável, criticável e condenável.


