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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

das verdades políticas

daquelas irrefutáveis, históricas, mas sempre actuais e fulcrais.

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Apesar de ter sido, e ainda é, associada a um dos discursos e afirmações mais emblemáticas de Francisco Sá Carneiro (e vamos deixar a ideologia e partidarite de lado), a referência à ética política vem dos tempos da génese da democracia (e da política), dos tempos da polis das acrópoles e ágoras gregas, do "animal político" de Aristóteles ou da sabedoria e filosofia políticas de Platão.

É certo que Sá Carneiro dispensaria o uso e abuso exaustivo desta sua afirmação, tantas vezes usada como arma de arremesso político, em igual número de vezes de forma inconsistente, descontextualizada ou despropositada. Só porque fica bem, é (e é, de facto) assertiva e incisiva.

Mas também não deixa de ser verdade que, tal como os gregos o descobriram e defenderam, Sá Carneiro entendeu sublinhar a importância da práxis da ética política no seu desempenho público (político, partidário e social).

Infelizmente, hoje (e novamente) a expressão de Francisco Sá Carneiro e os princípios políticos da antiga Grécia são mais que fulcrais e pertinentes, tão claro e óbvios como a água cristalina: "(...) a política sem, ética é uma vergonha".
Basta olharmos para a participação cívica real (e realista) dos cidadãos ou para as taxas de absentismo nas diversas eleições (verdade que a responsabilidade não é, exclusivamente, político-partidária).
Mas basta igualmente olharmos para o "lado", para as cambalhotas que a vida e as circunstâncias dão, para percebermos que, e voltando a recordar Sá Carneiro... "Em política, o que parece é".