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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

De repente... o Reino descobriu que tinha um "bobo da corte"

Até aos finais do século XVII, nas monarquias europeias, o Bobo da Corte tinha como funções fazer rir/divertir o Rei e a Rainha, a Corte do Reino, usando a ridicularização e o sarcasmo, sem sofrer consequências dos seus actos. Além disso, através do escárnio, apontava os vícios e as características da sociedade de modo grosseiro.

Em plena campanha eleitoral europeia e em plena Comissão Parlamentar, o "Reino" sobressaltou-se com a perturbadora surpresa ao descobrir que tinha um "bobo" de serviço.

A presença e as declarações de Joe Berardo na Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD, na Assembleia da República, suscitaram um dos maiores "rasgar de vestes" no país. Como se o "elefante não tivesse estado, há vários anos, no meio da sala", sem que ninguém reparasse nele.

Neste âmbito tendo a concordar e a sublinhar (mesmo que a custo) com o comentário de Pacheco Pereira, no último programa da Circulatura do Quadrado (TVI e TSF) de ontem.

A indignação geral que tem mobilizado um coro de críticas e um massivo pedido de retirada do grau de Comendador (1985) e da Grã-cruz da Ordem do Infante (2004).
Nem as comendas retiram a imagem do "sorriso de gozo" com que brindou os deputados, nem terão qualquer efeito prático no que verdadeiramente está em causa.

O que devia preocupar a Justiça, a Assembleia da República, o sistema bancário (forte com os fracos e fraquíssimo com os poderosos/ricos) e os que, pela sua conivência e inacção, permitiram este estado de coisas, é se, de facto, há matéria penal e criminal (salvaguardando-se, aqui como em tudo, a presunção de inocência, até prova em contrário).
E este é que é o problema do país, nestas matérias: a capacidade de provar responsabilidades e julgar actos ilícitos. O resto é, como diz Pacheco Pereira, um "festival de hipocrisia".
O que leva a crer que tudo vai ficar na mesma: o "riso" e os factos (que poderão levar ainda a uma longa batalha jurídica com o Estado).

Os indícios e a sinopse da história, segundo o jornal Expresso.

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(crédito da foto: Pedro Catarino - fonte: jornal de negócios - 10/05/2019)