Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

20
Jun 19

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(crédito da foto: Andrew McConnel/ACNUR)

E infelizmente, à falta de responsabilização (religiosa, geopolítica, geoestratégica, climática/ambiental, Europeia), os próprios refugiados tornam-se os "culpados" (por fugirem da morte... por tentarem sobreviver... porque foram expulsos... porque a "vida" está no país ao lado ou na travessia do Mediterrâneo "da morte").

20 de junho... as Nações Unidas instituíram, em 2000, este dia como o Dia Mundial do Refugiado, para a consciencialização da situação do refugiado no mundo.

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Numa altura em que se questiona, em Portugal, a criminalização da ajuda humanitária (seja pelas vias oficiais/Estados, seja pelas ONG's, seja pela vontade e vocação de cada indivíduo) é importante que a história não apague da memória colectiva a criança síria, de 3 anos, morta numa praia turca, em 2015: Alan Kurdi. Nem os milhares e milhares de "Alan Kurdis", de todas as idades e locais que estão deslocados.

A ACNUR (Agência de Refugiados das Nações Unidas) estima (em 2018) que mais de 70 milhões de pessoas, em todo o mundo, fujam da guerra, de perseguições e conflitos políticos, étnicos e religiosos, e da ausência de condições de sobrevivência (muito por culpa das alterações climáticas). Número que, em relação ao relatório de 2017, representa um aumento de 2,3 milhões de pessoas.
Das 70,8 milhões de pessoas... 25,9 milhões (50% são crianças, sendo que milhares estão sozinhas) foram forçadas a sair dos seus países por causa da guerra, conflitos e perseguições ou pela sobrevivência "natural"; 3,5 milhões de solicitaram refúgio (nomeadamente por razões políticas, sociais e humanitárias); e 41,3 milhões de pessoas são considerados "deslocados internos" (foram obrigadas a abandonar as suas casas mas permanecem no país). Os principais países de origem são a Síria, Palestina, Iémen, Sudão do Sul, Afeganistão, Ucrânia, Mianmar/Bangladesh, Somália, Burundi, Ucrânia,  África Subsaariana (República Centro-Africana, Senegal, Mali, Costa do Marfim, Nigéria, Gâmbia, República Democrática do Congo, Uganda), Venezuela e El Salvador, Nicarágua e Guatemala (que atravessam o México para chegar aos Estados Unidos).
Portugal acolheu, até à data (desde 2015), 1674 refugiados que chegaram à Grécia, Itália e Turquia.

Retomando o número apurado de refugiados (25,9 milhões fora dos seus países de origem), contrariando o estigma instalado em muito do discurso europeu, 80% destas pessoas vive nos países vizinhos aos de origem (mesmo que em campos de refugiados).

E porque, nestas datas (ou por elas) é importante que a memória não se apague, nem que a história seja travada, fica a "memória" da Amnistia Internacional Portugal que lembra, e bem, as vítimas esquecidas de Mianmar que não podemos deixar para trás (e que aqui demos nota)

publicado por mparaujo às 21:56

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