Há quem chame arrogância… eu chamo falta de caráter

(crédito da foto: Diogo Ventura / Observador)
Pedro Nuno Santos e o PS têm referido, por diversas vezes, a arrogância com que o Governo e, concretamente, o Primeiro-ministro (porque quanto ao líder parlamentar do PSD já há anos que estamos conversados) têm demonstrado no exercício do mandato.
E bem, diga-se.
Mas, infelizmente para a política, para a democracia e, principalmente, para os portugueses e o país, as atitudes partidarizadas e a leviandade da ação governativa leva-nos mais longe.
É mesmo falta de carácter e que define muito da personalidade dos atores políticos e governativos em causa.
Se os portugueses pensavam que o desrespeito pelas instituições e pela missão política vinha apenas da extrema-direita, desenganem-se.
Basta ver as imagens que retratam a falta de respeito e de dignidade com que o Primeiro-ministro, ainda por cima de um governo minoritário, que passa a vida a choramingar e a chantagear a oposição para pontes e diálogos, se comportou perante a intervenção do líder do maior partido da oposição, que, por sinal, até tem tantos deputados como o PSD na Assembleia da República.