Na volta do correio... registado, com aviso de receção.

(fonte: banco de imagens público dos CTT)
A bandalheira nos CTT, a propósito da aquisição, pela Parpública (Estado) de 0,24% das ações da empresa.
Foi desta forma (triste e infeliz) que o líder do PSD adjetivou o processo que veio para a agenda mediática.
Mas há, no entanto, um "quê" de verdade nesta afirmação populista e eleitoralista que nada diz aos portugueses, mais preocupados com o "estado" do serviço dos CTT, nomeadamente nas respostas (ou na deficiência das respostas) que os cidadãos esperam de um serviço que, ainda hoje, é fundamental ao dia-a-dia das pessoas, principalmente nas zonas mais interiores, nas zonas mais isoladas e para aqueles que ainda muito dependem da "carta do correio".
De facto, "bandalheira" é o valor irrisório da aquisição de 0,24% das ações. No mínimo, grande parte dos portugueses ficaram muito mais satisfeitos se, no mínimo, tivessem sido 51%.
De facto, "bandalheira" é o populismo eleitoralista em torno de uma não questão, já que é mais que normal (e habitual) a aquisição de participações por parte do Estado.
Mas mais ainda, de facto, "bandalheira", ou maior "bandalheira", foi a forma atabalhoada como o PSD privatizou, em 2013 e 2014, a empresa, sem salvaguardar a qualidade do serviço e os direitos fundamentais dos seus trabalhadores.
Isto sim... uma "bandalheira" que a memória dos portugueses não esquece tão facilmente.