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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

Não dever... Não temer... Não fugir...

Como diria um reputado e amigo jornalista, que muito considero e respeito: "conto rápido", sobre "averiguações preventivas" que ninguém, juridicamente, sabe o que são e o que valem.

1. Não há qualquer semelhança entre o caso de Luís Montenegro e esta pseudonovidade do caso de Pedro Nuno Santos. E não estou, sequer, a tecer qualquer juízo de valor sobre o primeiro (como não o fiz até agora). Podem fazer a ginástica da politiquice que quiserem, a começar pelo absurdo discursivo de a justiça só é boa quando toca aos outros. Principalmente, face ao histórico recente do papel do Ministério Público nos últimos 5/6 anos da governação socialista. Basta como exemplo, 4 longos anos de escutas telefónicas inócuas e pífias a João Galamba.

2. Em 2023 (o caso já 'circulava' desde 2018), igualmente em cima de um período eleitoral, o Ministério Público iniciou um processo de investigação sobre, precisamente, a mesma matéria agora "preventivamente averiguada"(?). Na altura todos os elementos e toda a informação foram prestados e públicos. No ano seguinte, em 2024, o DIAP do Porto pronunciou-se pelo arquivamento da denúncia (também ela, à data, eleitoralmente anónima) por não haver qualquer ilicitude.

3. Um ano volvido (2025), nova denúncia anónima, novo ato eleitoral, a mesma matéria em causa. Ao contrário de Luís Montenegro em que o Ministério Público reage após todo o mediatismo gerado em torno do temaa, em relação a Pedro Nuno é o Ministério Público que cria um perigoso e inflamável clima de suspeição infundada e desajustada.

4. Quando as sondagens pesam num processo eleitoral, surge o já gasto recurso da denúncia anónima, independentemente da sua credibilidade e consistência. Apenas geradora de ruído público. Tristemente, o Ministério Público embarca no jogo político, com mais ou menos parágrafos, com mais ou menos prevenções, com mais ou menos fugas de informação, com sabor a 'sabotagem e manipulação' democrática.

5. Quem fez a denúncia ou a quem interessa o desviar das atenções e todo o barulho público pouco ou nada me interessa. Felizmente, neste caso, a montanha irá parir um rato e o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro.

6. Tudo isto com transparência, frontalidade, clareza, sem ambiguidades, sem envelopes a um determinado jornalista e a um específico órgão de comunicação social. Com declaração, com tempo indeterminado de perguntas, com as devidas respostas.

Porque...
Quem não deve, não teme. Quem não teme, não foge ou não se esconde!

(acesso, no link da foto, à documentação e informação tornadas públicas por Pedro Nuno Santos, sem recados ou mensagens à imprensa)

Quem não deve (PNS).png

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