nostalgicamente, Parabéns pelos 35 anos de vida(s) e de história(s)
O ISCIA (Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração) em Aveiro, no qual fiz parte da minha formação académica, teve o deferimento e a consideração de me referenciar na lista dos docentes que, segundo a Instituição, “ajudaram a moldar o ISCIA”, com o risco inerente a algum esquecimento, seja de forma involuntária, seja porque, pela longevidade, nem sempre as memórias fisicamente arquivadas se completam totalmente.
Há, no meu caso em particular, um eventual exagero com esta distinção e referência que, apesar disso, muito me honra e orgulha, naturalmente, porque, percorrendo esta viagem de 35 anos de existência e olhando para os “nomeados”, é mais que óbvio que me faltará sempre dimensão, estrutura e estatuto para almejar este patamar de reconhecimento. Mesmo para quem assistiu (literalmente) ao nascimento do ISCIA.
Dos ilustres e distintos docentes que integram as imagens (alguns com forte relação e consideração pessoais) que ilustram a referência aos 35 anos do ISCIA, tenho, por dever e obrigação, por respeito e consideração, que destacar, sem qualquer desvalorização pelos demais, alguns que marcaram uma especial e particular vivência pessoal. Nomes como (logo à cabeça) Dina Baptista (obrigado por muito), Vítor Pinto, Jorge Melo, Ana Cruz, Luís Neves, Paula Pereira, Luís Tomé, Délio Carquejo, Maria João Tiago, por exemplo (sintam-se, nestes, os demais também referenciados).
E, propositadamente, as duas ilustres personalidades que me acompanham na foto que o ISCIA escolheu (e bem, face ao elevado risco de algo embaraçoso que deve parar pelos arquivos e memórias) para me referenciar: a excelência de Adriana Oliveira que teve o mérito de colocar alunos a gostar de Pierce e de Semiótica (o que em comunicação é um trabalho hercúleo) e uma das principais referências do jornalismo português, um dos seus mestres (na verdadeira essência do termo: suprema sabedoria, arte, ensino e experiência), o Mestre Costa Carvalho.

Mas importa, e acima de tudo, uma outra nota.
Muitos dos que se encontram presentes nesta referência aos docentes que elevaram estes 35 anos do ISCIA e muitos dos que atrás referenciei (ou quase todos) deixaram uma marca que importa destacar: a humildade (muito diferente da autocomiseração ou da modesta pífia) de reconhecer que não se “É” docente (enquanto estatuto, título ou complexo de superioridade), mas sim “Está-se” como docente, enquanto responsabilidade, função e missão de “cuidar do saber".
E neste sentido, sejamos, também, pragmáticos e realistas. Quem verdadeiramente moldou e molda o ISCIA foram e são…
- aqueles que, nas mais diversas funções e responsabilidades, vestem a “camisola” da Instituição e que, diariamente, muito para além do mero vínculo laboral, fazem do ISCIA a sua causa, muitas das vezes, sobrepondo-se aos seus contextos pessoais e familiares.
- aqueles que, há 35 anos, tiveram o arrojo, a coragem e a visão de fundar o ISCIA (e a FEDRAVE), tal como os que durante todo este tempo e, nomeadamente, hoje têm a ousadia e o saber de manter sólido e consolidado este desafiante e exigente projeto de ensino superior.
- e, principalmente, porque sem eles nada faria sentido, nem um só dia sobrevivia, aqueles que são a essência, a razão e o objeto de se ser ISCIA: os alunos. Esses criaram, fizeram e mantêm a sua verdadeira história.
Pela minha modesta parte, o meu muito obrigado, mas, fundamentalmente, a todos, os meus PARABÉNS… venham mais 35.