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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

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Notas Dominicais... (4)

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Primeira Nota - Presidência americana leva chumbo

Podem-se encontrar os argumentos que se quiserem que a realidade é só uma. A par com os diversos embargos à decisão da Administração Americana de impedir e condicionar o acesso aos Estados Unidos de cidadãos de algumas nacionalidades, o verdadeiro chumbo político para Donald Trump surgiu esta semana.
Aquela que foi uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Trump, a revogação da reforma da saúde conhecida por Obamacare (acesso à saúde e aos cuidados básicos para milhares de americanos) sofreu um colossal revés. Politicamente foi uma significativa derrota e machadada na ainda recente administração Trump.
Pior que ir a votos e ser chumbada, algo que faz parte de qualquer processo democrático, do ponto de vista político e da solidez da governação/administração não podia ter impacto mais negativo para Donald Trump do que retirar do Congresso a proposta de lei que revogaria o Obamacare depois do presidente norte-americano se aperceber que nem no seu partido recolheria os apoios suficientes e necessários. Para além de ser mais que óbvio que a revogação é uma clara afronta aos direitos mais elementares dos norte-americanos, afigura-se agora claro que Trump não agradará, em princípios chave, nem aos próprios Republicanos (seu partido).

Segunda Nota - ainda Jeroen Dijsselbloem (mulheres, copos e dinheiro)

O ministros do Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, deu no final desta semana uma entrevista à TSF e ao Diário de Notícias em que abordou, entre outros assuntos, a questão em torno das declarações polémicas do Presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem.
Na referida entrevista, Augusto Santos Silva afirmou/respondeu a propósito: «A relação de Portugal com o Eurogrupo é a de sempre: Portugal é um participante ativo, empenhado nos trabalhos do Eurogrupo (...). Com o sr. Dijsselbloem a conversa não é possível, porque esta não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que Dijsselbloem se permitiu tecer publicamente considerações que são inaceitáveis.» Ora, de facto, é sabida a posição do Governo português, do Presidente da República, de todos os partidos com assento parlamentar, dos eurodeputados e da própria sociedade portuguesa, sobre as declarações de Dijsselbloem de que os países do Sul da Europa "gastam o dinheiro em mulheres e copos". Tal como já aqui foi expresso as declarações do ainda presidente do Eurogrupo são, a todo e qualquer nível, deploráveis e condenáveis.
Mas com tanta gente no Governo, tanto adjunto ministerial, tantas assessorias, com tantos socialistas avalizados, é, no mínimo, surreal ouvir o ministro Augusto Santos Silva, em entrevista, criticar e tecer juízos de valor sobre Jeroen Dijsselbloem quando o próprio, ainda bem recentemente, apelidou a Concertação Social de "feira de gado".

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