Longe vai o tempo das paisagens com os montes brancos de sal a seguir ao Canal de S.Roque ou na marginal em direcção à Gafanha da Nazaré. Não é uma questão de saudosismo, é a constatação de uma realidade.
O chamado "progresso" urbano, a vertente ambiental, as alterações na Ria de Aveiro, razões económicas e sociais, ditaram o abandono da quase totalidade das salinas/marinhas em Aveiro.
Por isso, longe também vão os tempos de um dos grandes pólos económicos e de desenvolvimento da cidade e da região: o Sal.
Há, no entanto, quem ainda resista aos novos tempos e aos novos mercados. Poucos, mas ainda os há e que vão resistindo mesmo nas adversidades.
É o que relata o jornalista Rui Tukayana, da TSF, neste trabalho sobre a produção de sal neste ano de 2014: muita qualidade mas pouca quantidade devido a um verão perfeitamente atípico.
"Pouco sal nas salinas", uma reportagem de Rui Tukayana.
Faz falta em Aveiro um museu permanente (para além do ecomuseu da Troncalhada) da história social, cultural e económica do Sal. Tal como faz falta um museu permanente da história social, cultural e económica do Azulejo, do Barro e da Cerâmica.
Não por saudosismo mas pela preservação da identidade e história aveirenses, projectando-se assim novos futuros.


