Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

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Jul 19

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O Parlamento Europeu escolheu, hoje, por uma margem reduzida (383 votos a favor, 327 contra, 22 abstenções e 1 nulo) o sucessor, ou neste caso, a sucessora de Jean-Claude Juncker para presidir à Comissão Europeia: a alemã, democrata-cristã, Ursula Von der Leyen (vice-Presidente da CDU e Ministra da Defesa do governo da Chanceler Angela Merkel).
A tomada de posse da nova líder da Comissão deverá acontecer em novembro deste ano, faltando ainda a escolha dos 27 comissários europeus.

  • Apesar de eleita pelo Parlamento Europeu esta era uma eleição (mais voto, menos voto) expectável, fruto das negociações de bastidores e corredores do Conselho Europeu, na qual se enquadrou (como moeda política negocial) a escolha do socialista italiano David-Maria Sassoli para presidir aos destinos do Parlamento. A Presidente da Comissão Europeia foi sempre uma candidata do Conselho Europeu e nunca do Parlamento, que se limitou a uma mera e óbvia eleição. Ora bolas... 1!
  • A tão badalada, proclamada e quase inquestionável, coligação progressista europeia de António Costa foi o maior flop político que o país e a Europa assistiram. O que demonstra que o PS "progride" muito em função dos interesses (próprios) do lado do poder ou das circunstancias que podem levar a esse poder. Cá, mesmo não tendo ganho as eleições em 2015 (independentemente da fundamentação legal parlamentar), a coligação "fantasma" à esquerda teve apenas como objectivo ganhar o poder e manter-se nele. Na Europa, o "progressismo de esquerda" de António Costa, em função do (lado do) poder e do seu enquadramento partidário (grupos europeus) fez-se, pasme-se, com Conservadores e Liberais. Ora bolas... 2!
  • A esquerda europeia (a mais à "esquerda") preparava-se para rasgar as vestes com os habituais discursos de ataque ao conservadorismo e com a tentativa de colagem da direita ao extremismo (como se este fosse apenas uma realidade à "direita"). Saiu-lhe o tiro pela culatra... Ursula (cuidado com os erros de grafismo) Von der Leyen só pôde respirar de alívio e agradecer o facto da extrema direita e os eurocépticos terem votado contra a sua eleição. Ora bolas...3!
  • Ursula Von der Leyen é a primeira mulher eleita para o cargo de Presidente da Comissão Europeia.
    No seu discurso pré-eleitoral, Von der Leyen traçava os principais objectivos para o eventual mandato (concretizado): preocupação ambiental; sustentabilidade e crescimento económico; preocupação humanitária e social com a crise dos Refugiados; possível revisão do artigo 50.º ou adiamento da questão do Brexit. Mas a principal nota de destaque do seu discurso foi para a temática da Violência contra as Mulheres.
    Ora, perante o seu discurso e sendo a primeira mulher a ocupar o cargo, não podiam faltar as congratulações (fundamentalistas) "feministas". Ahhh, esperem... é uma mulher da direita. Ora bolas... 4!
publicado por mparaujo às 21:17

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