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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Pela Liberdade... sempre.

ontem, hoje... sempre.

Não importa o contexto, a localização, a realidade... Liberdade é e será sempre Liberdade: pela defesa dos direitos, das garantias, da opinião, da expressão e da informação.

Há 32 anos (1989 - o tempo vale o que vale), durante 51 dias, entre os dias 19 de abril e 4 de junho, milhares de jovens estudantes chineses manifestaram-se, pacificamente, nas ruas de Pequim, culminando estes protestos com o conhecido "massacre da Praça de Tian' anmen", vitimando cerca de 1.000 pessoas e ferindo quase 10.000, sob o fogo e a repressão militar do Exército Popular de Libertação.

O dia seguinte, 5 de junho, ficaria ainda marcado pelo ato heróico de um jovem que fura a barreira de protecção militar e avança sozinho contra os tanques do Exército. Apesar do Partido Comunista Chinês, que governa a República Popular da China, ter impedido a cobertura noticiosa dos acontecimentos pela imprensa estrangeira, a imagem, captada clandestinamente pelo fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, tornar-se-ia o símbolo icónico do "Massacre de Tiananmen".

Dos nobres e corajosos objectivos das greves de fome e dos protestos e das ocupações das praças pacificamente - a luta pela igualdade social, liberdade de imprensa, liberdade de expressão, democracia e combate à corrupção política - muito pouco ou nada mudou. A ausência de liberdade, os atropelos aos mais elementares direitos universais (veja-se o mais recente caso da perseguição à minoria muçulmana Uigur do oeste do país, tornado público desde 2019) ou a democracia, ficaram e permanecem esquecidos nas terras do sol nascente.
Entretanto, a mudança operada na economia e no mercado, na forte presença na globalização, foi "silenciando" as vozes da revolta.
Podemos e devemos, pela Liberdade e pelos Direitos Humanos, recordar Tiananmen, SEMPRE!
Mas... a Leste nada de novo.

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