Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

29
Set 14

Já o afirmei em vários e distintos momentos que o nome de José Sócrates tem um maior impacto dentro do PS do que para a opinião pública, nomeadamente para a direita portuguesa. Isto apesar de algumas opiniões que entendem que a direita portuguesa tem receio do regresso de Sócrates. Não concordo. Sempre que há algum momento marcante na vida interna do Partido Socialista o nome e a figura de José Sócrates está sempre presente, por vontade expressa de alguns socialistas contra a vontade de outros. Mas é internamente que o peso de José Sócrates é mais sentido, para o bem e para o mal.

Estas primárias não fugiram à regra. Mesmo sem uma participação activa, Sócrates marcou presença na disputa interna entre Seguro e Costa. Por um lado a associação do ex Primeiro-ministro ao agora vencedor das primeiras primárias portuguesas, por outro a crítica interna ao regresso do PS ao período em que foi governo pela última vez. E isto não é ficção da oposição ou dos partidos do actual arco governativo.  Foi o próprio PS que criou esta realidade, apesar de Sócrates não se ter envolvido pessoal e publicamente no processo, e apesar do mesmo ter afirmado (ainda ontem na TV) que está afastado da vida política activa, reservando ao direito de usar espaço para a liberdade de expressão e opinião.

Mesmo com tudo isto, para além das questões que levantei aqui após o conhecimento do vencedor das primárias, há outra questão que importa destacar como resultado das Primárias no PS.

O ano de 2015 não é marcado apenas por um ano eleitoral legislativo. É também o ano que antecede as eleições Presidenciais, para as quais os resultados legislativos de 2015 poderão ter um impacto significativo.

Neste sentido, se António Costa ganhar o aparelho nacional do PS (falta agora o processo interno de eleição do secretário-geral após a demissão de António José Seguro) e o resultado legislativo em 2015 for positivo, as presidenciais de 2016 ganham um renovado folgo para os socialistas.

Assim, nada me espantaria que o nome já tantas vezes proferido por ilustres socialistas de António Guterres para as presidenciais possa vir a ser substituído por o de José Sócrates, pela estrutura nacional do partido.

Ainda o segundo mandato de Cavaco Silva vai a meio e terá decorrido o tempo suficiente para a natural “travessia do deserto” de José Sócrates. Isto se o PS não repetir a gracinha das primárias para a escolha de um candidato presidencial. Já agora...

A ver vamos.

publicado por mparaujo às 11:30

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