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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

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Protecção Civil em “Discurso Directo”

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13226237/550

Sob a “batuta” (e experiência) da jornalista Ana Paula Magalhães, o programa “Discurso Direto” (TVI24 – 15:00 horas), da segunda-feira passada, 10 de fevereiro, abordou um dos temas quentes da agenda nacional: as condições climatéricas, as tempestades, a costa marítima, o cancelamento do derbie, a protecção civil.

Não sendo propriamente um “fã” de programas de “antena aberta”, a verdade é que o facto de estar, nesse dia, em casa, com gripe, permitiu-me, entre os inúmeros e desgastantes zappings, parar na emissão da tarde da TVI24.

Primeira nota de destaque para o convidado da emissão: o comandante adjunto de operações nacionais, Marco Martins. Claro, esclarecedor, fluente no discurso, rigoroso nas informações prestadas. Exemplo disso (e apenas como mero exemplo), a forma como diferenciou o que são os avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e os alertas da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a quem se destinam (os primeiros às populações e os segundos às entidades regionais e locais).

Entre questões de ordem técnica e operacional que a Paula Magalhães foi reforçando a cada intervenção telefónica (e a estas escuso-me comentar porque – enfim – há de tudo), houve dois aspectos que me merecem especial atenção.

Um tem a ver com a questão colocada sobre a informação, a divulgação, a formação e a sensibilização, de forma sistemática junto das comunidades sobre o papel da ANPC, metodologias de prevenção e de acção em situações de risco, por parte dos cidadãos. Por exemplo, junto da comunidade escolar (à semelhança do que se processa, por exemplo, com a educação ambiental), das freguesias, etc. É certo que foi referido por Marco Martins que a ANPC tem, na sua página oficial (embora esta merecesse melhor design e interactividade digital) diversa informação. É verdade, basta uma pesquisa rápida para descobrir alguma informação. Mas teria um maior impacto uma maior sistematização na vertente pedagógica junto das comunidades, com especial relevância para os contributos que os CDOS (Comando Distritais de Operações de Socorro) que estão mais próximos das comunidades e das suas realidades.

O outro aspecto tem a ver com uma falha, que considero grave, na discussão gerada. Ou melhor, a ausência de uma referência que se impunha no programa (pelo menos por parte de quem nele participou). Cada vez mais se nota na sociedade e nas pessoas um esquecimento preocupante para com uma das maiores virtudes da vida: a Gratidão. A mesma que (felizmente) serviu de alguma contestação no verão passado, em memória dos bombeiros que faleceram no combate aos incêndios, deveria ter sido também lembrada na passada segunda-feira. Enquanto a maioria dos portugueses, com mais ou menos apreensão, com mais ou menos conforto, se foi refugiando em casa à espera que a tempestade acalmasse, muitos foram os profissionais da Protecção Civil (ANPC, CDOS, Bombeiros, Protecção Civil Municipais) que estiveram presentes, no terreno, em alerta constante, segurando pessoas e bens.

A maioria é paga para isso (nem sei se muito ou pouco), fazem-no por razões profissionais (nem sei se por vocação ou por mera formação). Mas a verdade é que na “hora de santa bárbara trovejar” há sempre aqueles que “dão o peito às balas”, entre lareiras, mantinhas, chás e escalda-pés de muitos outros.

Tal como no Verão de 2013, também no Inverno de 2014(?) a eles: OBRIGADO.