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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Quando a "europa" é lá longe...

Há três dias não se ouviu um clamor nos movimentos sociais (fosse na realidade do dia-a-dia ou na realidade das redes sociais virtuais) "Je Suis...".
Há três dias não se viu uma imagem, um logótipo, um símbolo "Pray for Egipt".
Há três dias, porque a realidade trágica da morte inocente das vítimas do terrorismo não teve lugar na Europa, o mundo seguiu a sua vida "cantando e rindo".

Mas não podemos ficar indiferentes... "Vemos, ouvimos e lemos... não podemos ignorar".

Para os que agitam as bandeiras da indiferença, do sectarismo, da xenofobia e do racismo, para aqueles para quem os constantes atropelos dos mais elementares e fundamentais direitos humanos seguem como um facto da vida, uma inevitabilidade da existência humana, e agitam-se com a tragédia humanitária dos refugiados (quando o êxodo dos refugiados situa-se nos países envolventes aos focos do terrorismo islâmico)... Somem a infelicidade da tragédia das vítimas mortais dos atentados de Paris em 2015, Bruxelas, Londres, Madrid e Barcelona e, apesar de não ter nada a ver o contexto, podem ainda somar a tragédia dos incêndios deste verão em Portugal, e mesmo assim o número ficará aquém das vítimas mortais do atentado do final desta semana numa mesquita em Bir al-Abd, no Sinai do Norte (Egipto): 305 mortos, doas quais 27 são crianças, e 109 feridos (últimos da dos divulgados pelas autoridades egípcias, no Cairo).

Nesta guerra política-religiosa do terrorismo islâmico extremista as maiores vítimas (a todos os níveis) são os próprios muçulmanos.

Continuamos a não querer ver a realidade principalmente quando ela acontece la longe... lá entre "eles".

explosion-egipto-1.jpg

(fonte da foto: AFP)

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