8 comentários:
Se todos pagassem os impostos devidos talvez o Estado tivesse condições para assumir o papel que muitas IPSS acabam por assumir ou, no mínimo, talvez tivesse mais meios para as fiscalizar. Quer isto dizer que, todos aqueles que fogem aos fisco, seja em grande escala seja na fatura do canalizador ou do cabeleireiro, somos cúmplices da corrupção, da falta de meios do Estado e de todas estas situações que se vão tornando públicas. Alguém comenta que são muitas. Pois são e a principal razão é porque "este é o povo que temos". Que acha que são sempre "eles", que o que se aplica e exige aos outros não nos pode ser exigido a nós próprios e que está sempre pronto a apontar o dedo sem olhar para o espelho. Já agora, o Montepio, como a Galp, a Vodafone e tantas outras empresas, é um dos principais sponsors da Raríssimas, uma associação onde trabalha gente fantástica, dedicada e que todos dos dias se esforça por tornar mais fácil a vida de pessoas que têm tudo menos facilidades. E que não merece o que se está a passar nem eventualmente a diretora que têm. Vir misturar Santa Casa e o Montepio nesta história mostra falta de cuidado ou de informação, ou as duas coisas. Se queremos "apanhar os maus" não podemos cair na tentação de ir atrás do rebanho e por tudo no mesmo saco. A bem do rigor.
MAC a 13 de Dezembro de 2017 às 08:23

MAC

Não há mistura com a situação em si mas apenas com a questão levantada, nomeadamente pelo PCP, no que respeita à relação Estado vs Privado. Tal como diz na questão dos pagamentos de impostos, na responsabilidade do estado Social, etc. Se bem que eu acho que sito tem a ver com a opção clara do Estado em alhear-se dessa responsabilidade mais do que a questão de quem paga ou não impostos.
Como vê, podemos afinal, e bem, misturar muita coisa porque há muita coisa em jogo.
Nunca, em ponto algum do texto, questiono a honestidade e o desempenho dos profissionais. Nem me atreveria a fazê-lo.
Mas por outro lado, toda esta confusão criada pela presidente e fundadora da associação (que pelos vistos esqueceu rapidamente a causa nobre que esteve na sua génese) tem impactos na imagem da Raríssimas e, consequentemente, nos cuidados com os seus doentes.
Aliás, o JN de hoje é claro: já há mecenas a retirarem os seus apoios. Bem mais depressa do que eu esperaria.
Cumprimentos
mparaujo a 13 de Dezembro de 2017 às 11:29

Mais do mesmo! Isto resolvia-se bem.. País de vígaros, e o zé povinho a dormir.. Governantes a taparem isto inclusive. Roubam, ganham milhoes, ninguem faz nada!
Ricardo a 13 de Dezembro de 2017 às 00:52

Infelizmente tarde mas já há algo que está a ser, judicialmente, feito e com responsabilidades políticas assumidas (demissão do secretário de estado da saúde).
mparaujo a 13 de Dezembro de 2017 às 11:31

Casos destes, quase me atrevo a dizer, são "mato". Não, certamente, nestas proporções mas cada um à dimensão da respectiva associação.
Kruzes Kanhoto a 12 de Dezembro de 2017 às 21:50

tal e qual.
Daí ter referido no texto a necessidade de haver uma investigação e fiscalização alargada... bem alargada, aliás, nomeadamente onde há dinheiros públicos e donativos com benefícios fiscais.
Obrigado.
mparaujo a 13 de Dezembro de 2017 às 11:33

Já li algures alguém dizer que existe logo muita boa gente preparada para dizer mal e que poucos dizem bem, do trabalho feito etc.. Mas será assim tão difícil perceber que se as coisas se passassem de outra forma, sem os tais supostos aproveitamentos, o dinheiro daria para ajudar muito mais?
correspondente a 12 de Dezembro de 2017 às 19:07

interessante perspectiva.
obrigado
mparaujo a 13 de Dezembro de 2017 às 11:32