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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Sem fronteiras, nem condição social

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O surto pandémico COVID-19 não escolhe idades, nem sexo (apesar de haver grupos de maior ou menor risco), não escolhe condição social (mais ou menos rendimentos, mais ou menos subsistência, mais ou menos sobrevivência, mais ou menos condição), não escolhe raça, credo, nem tem fronteiras. Surge carregado de um universalismo inquestionável.

Há, por isso, um "cá", um "lá", um "por todo o lado"...
Há os sobreviventes, os que precisam de cuidados médicos, os que estão ao nosso lado, os vizinhos, os nossos heróis que merecem as nossas palmas e todas as expressões de solidariedade: os profissionais dos Hospitais, Unidades/Centros de Saúde, Farmácias, Lares, IPSS; as forças de segurança e protecção civil - militares, gnr, psp, serviços prisionais, fronteiras, polícias municipais (onde os houver), bombeiros, protecção civil; todos os que continuam a trabalhar na agricultura, na produção alimentar, na mercearia da Ti Maria em cada bairro, nos super e hipermercados, na distribuição de bens e serviços, nos postos de combustível; os restuarantes e as empresas que se readaptaram e inovaram (mesmo que temporariamente); os professores; os jornalistas; os investigadores. As Autarquias e os Presidentes de Câmara e de Junta de Freguesia. Podemos e devemos incluir, com destaque, os educadores e os pais que inventam e reinventam todas as formas criativas de ocupar o tempo no isolamento/recolhimento social, principalmente com e por causa dos seus filhos.
Há muito país a mexer para que outros possam e devam ficar em casa, sem que isso seja um fardo, uma injustiça ou uma estratificação social. A estes olhamos com Respeito, com Admiração, com Orgulho, com GRATIDÃO.

Mas há, também, Outros... aqueles que nos esquecemos no dia a dia, mesmo na maior das normalidades: os sem abrigo; os refugiados (por exemplo, em Levos-Grécia precisam de nós - Amnistia Internacional - basta uma simples mensagem) ou as crianças vítimas de escravatura e tráfico humano em África, completamente desprotegidas (como no Gana onde são resgatadas, quando possível, pela Associação Filhos do Coração - da jornalista Alexandra Borges/TVI).
A estes o COVID-19 também não passa ao lado, nem se preocupa com a falta de condições de vida, com a ausência de assistência e qualidade médica ou com a incapacidade de cumprimento de isolamento ou recolhimento.