Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

12
Mai 13

Com um sabor amargo, um sentimento de desilusão face ao desfecho das opções políticas tomadas pela renovada coligação face às eleições autárquicas de 2013, o ainda Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, ontem à noite, aproveitou a Gala do Município, que abre oficialmente as comemorações do Feriado Municipal de Aveiro, para fazer um balanço político dos dois últimos mandatos, enviar alguns recados bem directos e manter em suspense o seu futuro no que respeita às eleições autárquicas. (fonte: Notícias de Aveiro)

No discurso proferido no Teatro Aveirense, Élio Maia destacou o esforço realizado na recuperação financeira das contas do município num valor próximo dos 92 milhões de euros, sem esquecer a herança financeira herdada do anterior executivo socialista; perspectivou as dificuldades para o futuro da gestão autárquica, face à austeridade, aos cortes e à desvalorização do poder local, por parte do Governo, alertando ainda para as ilusões fáceis quanto ao futuro; criticou ainda a opção de muitos autarcas quanto à "fulanização do cargo público".

No entanto, Élio Maia não escondeu o desconforto pelos recentes acontecimentos que levaram a coligação PSD/CDS a 'forçar' (por opção política ou por opção própria) a candidatura de Ribau Esteves à presidência da autarquia. É clara a parte final do seu dircurso: "Não somos estranhos, intrusos ou estrangeiros, somos de Aveiro".

Há, no entanto, uma nota crítica de Élio Maia em relação à Comunicação Social referenciando-a como factor de "bloqueio", originando uma desinformação da opinião pública quanto ao trabalho da autarquia em áreas não "edificáveis e mediáticas" como a recuperação financeira do município. Se pode existir alguma razão de queixa por parte do presidente da Câmara Municipal, também não deixa de ser um facto que a própria autarquia tem um défice considerável na sua política comunicacional. Não é apenas o que não é edificado, o que não tem um "cortar da fita" ou o boneco fotográfico, que corre o risco de não ser notícia. Tudo o que não é divulgado, informado, não é noticiado. Não existe. E aqui, a responsabilidade não é a da comunicação social.

Interessante é o balanço que Élio Maia faz dos seus dois mandatos autárquicos e que coincidentemente surge no Dia da Cidade, após o seu discurso de ontem à noite. O presidente da autarquia aveirense não esconde qualquer resposta às perguntas que o jornalista Rui Cunha, do Diário de Aveiro, lhe colocou, num entrevista de duas páginas: o estado presente do concelho; o seu futuro; a recuperação financeira; o não recurso ao PAEL; as taxas municipais de protecção civil e od turismo; o Parque da Sustentabilidade; vários projectos; a Avenida e o polémico concurso dos parques e da concessão do estacionamento; entre outros. A ler... "Prefiro ter este concelho do que aquel que encontrei em 2005".

Nem mesmo às questões mais polémicas, Élio Maia deixou de responder: uma eventual recandidatura por um movimento independente e a escolha de Ribau Esteves para o suceder como candidato da coligação.

(créditos da foto: arquivo do Diário de Aveiro)

publicado por mparaujo às 14:51

11
Mar 12

Entrevista do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, ao Diário de Aveiro emitida pela webrádio municipal "Rádio Às" - Programa "A uma só voz".

Uma entrevista conduzida pela Maria José Santana e pelo Rui Cunha.

publicado por mparaujo às 22:19

16
Jul 11
A relação de forças políticas (a balança entre a maioria ou a minoria) na Câmara Municipal de Aveiro alterou-se na última semana, com o Presidente do Executivo a ser "obrigado" a retirar pelouros e confiança a dois vereadores da posição (um eleito pelo PSD e outro pelo CDS na lista de coligação Juntos por Aveiro).
Em causa (pelo menos... a causa conhecida) a votação, tal como os vereadores da oposição - PS, contra o contrato-programa (protocolo) de cedência de gestão do Estádio Municipal de Aveiro, por dez anos, ao Sport Clube Beira Mar.
O assunto encheu páginas e sons na informação local e foi tema "quente" na última reunião da Assembleia Municipal de Aveiro (13 de julho).
Não me cabe fazer (por razões óbvias e conhecidas), pelo menos publicamente, qualquer juízo de valor sobre as opções de cada interveniente.
Apenas cabe a opinião pessoal sobre a situação em si, de forma abstracta.
E cabe, neste momento, fazer um exercício de análise eleitoral. Nas eleições autárquicas de 2009, o PSD e o CDS apresentaram-se a sufrágio numa coligação pré-eleitoral (Coligação Juntos por Aveiro), em que o candidato a Presidente da Câmara era a recandidatura de um independente, sendo os lugares da lista de vereadores distribuídos em função de critérios acordados que, para o caso, são perfeitamente irrelevantes.
Dos resultados eleitorais finais a distribuição de lugares no executivo aveirense atribuiu seis lugares à coligação (incluindo o Presidente) e três lugares ao Partido Socialista. Dos cinco vereadores da coligação, três foram indicados na lista pelo PSD e dois pelo CDS. Realce, mais uma vez, para o facto da coligação ser pré-eleitoral e não um acordo pós-eleitoral de distribuição de lugares. E não se pense que isto é irrelevante. Antes pelo contrário.
Apesar disso, pela legislação eleitoral, os nove elementos com acento na Câmara são eleitos "directamente", ou seja, não podem ser demitidos (quanto muito não têm pelouros ou apresentam a demissão).
Ou seja...
No caso concreto, o que se verifica é que os dois vereadores passaram, por decisão do Presidente, a vereadores sem qualquer pelouro (sem funções executivas) mas, ainda por força da retirada da confiança política, passaram também a "independentes", o que altera a relação de forças políticas para, além da presidência, três vereadores da coligação, três da oposição - PS, e mais dois independentes (que vão funcionar como "balança" decisiva): a coligação perde, por isso, a maioria.
No entanto, há uma outra análise que merece ser efectuada.
É certo que num Estado de direito e democrático, por força da Constituição da República Portuguesa (ver exemplos da Liberdade de Expressão - artigo 37º; Liberdade de Consciência - artigo 41º; Direitos e Liberdade de participação política - Capítulo II; e Participação política dos cidadãos - artigo 109º), os cidadãos devem e podem actuar segundo os seus princípios, valores e convicções, de forma individualizada. É um direito fundamental que assiste a qualquer cidadão. E foi, segundo declarações dos mesmos, o princípio usado para a tomada de posição. O que implica igualmente o assumir das consequências pessoais e políticas de tal acto (por exemplo, ficarem sem os pelouros), sem ressentimentos ou constrangimentos (o que, pelo crispar das relações, não terá, de todo, acontecido).
E se esta é uma realidade e o um direito que assiste aos dois vereadores, também não é menos verdade que há outro facto importante: é que a presença numa lista de coligação pré-eleitoral e a atribuição de pelouros executivos merece por quem aceita a responsabilidade executiva um acrescido sentido de lealdade e solidariedade. Até porque é sabido que a Câmara Municipal de Aveiro, concretamente o seu Executivo, têm espaços próprios para que os vereadores com pelouros possam, espera-se que livremente, manifestar as suas posições e convicções.

No fim resulta que estes dois anos que restam para o final do mandato vai exigir alguma capacidade de persuasão e de liderança.
Sendo certo também que as futuras reuniões da Câmara Municipal de Aveiro vão ser muito "cara ou coroa" nas decisões deliberativas.

E agora, Aveiro?!
publicado por mparaujo às 20:29

12
Out 09
O País foi, no mesmo ano e pela terceira vez, a votos.
Objectivos das 3 cruzes a assinalar nos respectivos boletins: eleição da gestão municipal; eleição dos vogais da Assembleia Municipal e eleição dos membros das Assembleias de Freguesia, onde será eleito o executivo das Juntas de Freguesia.
Em Aveiro, os resultados finais foram:

Câmara Municipal
Coligação "Juntos por Aveiro" - 19243 votos (6 mandatos/vereadores); PS - 11849 votos (3 mandatos/vereadores); BE - 1814 votos e a CDU - 1311 votos.

Assembleia Municipal
Coligação "Juntos por Aveiro" - 18931 votos (16 mandatos); PS - 10421 votos (8 mandatos); BE - 2381 votos (2 mandatos); CDU - 1580 votos (1 mandato) e MEP - 830 votos.

Assembleias de Freguesia
Aradas: Coligação "Juntos por Aveiro" - 1842 votos; PS - 1287 votos (diferença: 555 votos)
Cacia: Coligação "Juntos por Aveiro" - 2275 votos; PS - 685 votos (diferença: 1590 votos)
Eirol: PS - 340 votos; Coligação "Juntos por Aveiro" - 184 votos (diferença: 156 votos)
Eixo: Coligação "Juntos por Aveiro" - 1177 votos; PS - 866 votos (diferença: 311 votos)
Esgueira: PS - 2320 votos; Coligação "Juntos por Aveiro" - 2009 votos (diferença: 311 votos)
Glória: Coligação "Juntos por Aveiro" - 2577 votos; PS - 1314 votos (diferença: 1263 votos)
Nariz: Coligação "Juntos por Aveiro" - 340 votos; Indp. - 170 votos (diferença: 170 votos)
Oliveirinha: Coligação "Juntos por Aveiro" - 1558 votos; PS - 627 votos (diferença: 931 votos)
Requeixo: Coligação "Juntos por Aveiro" - 557 votos; PS - 110 votos (diferença: 447 votos)
São Bernardo: Coligação "Juntos por Aveiro" - 1393 votos; PS - 593 votos (diferença: 800 votos)
São Jacinto: Coligação "Juntos por Aveiro" - 327 votos; PS - 299 votos (diferença: 28 votos)
Vera Cruz: PS - 1788 votos; Coligação "Juntos por Aveiro" - 1661 votos (diferença: 127 votos)
Santa Joana: Coligação "Juntos por Aveiro" - 2698 votos; PS - 749 votos (diferença: 1949 votos)
N.Sra. Fátima: Independentes - 554 votos; Coligação "Juntos por Aveiro" - 513 votos (diferença: 41 votos)


Análise/reflexão sobre as eleições
O processo/resultados eleitorais comportam alguns dados que se afiguram relevantes:
1. Sendo previsível a repetição de um resultado próximo do de 2005 (5 vs 4 mandatos), acabou por ser expressiva a vitória da Coligação "Juntos por Aveiro", conquistando uma maioria absoluta e o dobro dos mandatos em relação ao PS (6 vs 3 mandatos). Foi, por mais argumentos e justificações que se queiram encontrar, esta a vontade democrática dos aveirense. Respeite-se!
Élio Maia obteve 53,79% das preferências dos votos expressos e José Costa 33,12%.
Uma diferença considerável que resultou, do meu ponto de vista, em falhas comunicacionais, por parte da candidatura do PS, expressas na forma como se desenrolou a campanha: muita lateralização dos assuntos, muitos "fair divers", muita quezília, alguns "tiros no pé", ausência de discussão dos assuntos importantes para o Concelho, ... Os aveirenses acabaram por não se relacionar com a forma como a campanha se desenrolou.
Alguns apontam o número considerável de abstenções (cerca de 47%), penalizando José Costa. Não sou tão simplista nessa análise, nem me parece que esse seja o único argumento válido. Até porque isso significaria uma dupla derrota para o PS local: a perda significativa das eleições e um claro "cartão" vermelho à sua lista e propostas.
Acredito que alguns socialistas não tenham ido votar por falta de empatia com a candidatura do PS.
Mas, por outro lado (como pode servir de exemplo a Freguesia da Glória), muita da abstenção significou igualmente um alheamento eleitoral (nesta caso a desfavor da coligação) por muitos eleitores entenderem que já se esperava uma vitória de Élio Maia.
Há, ainda, o "cansaço" natural de um ano eleitoralista e a proximidade temporal dos dois últimas actos eleitorais (apenas 15 dias de diferença).
2. A Coligação "Juntos por Aveiro" conquista mais 2576 votos que em 2005 e o PS perde 1933 votos.
3. Outro dado curioso é que, pela primeira vez desde 1976, o PS perde as eleições em S.Jacinto, tendo a Coligação conquistado, desta vez, a Junta de Freguesia.
4. A coligação perde a Junta de Freguesia de N. Sra. de Fátima, não para o PS, mas para o Movimento de Independentes.
5. O PS manteve as Juntas de Freguesia de Eirol, da Vera Cruz e a de Esgueira.
6. Apesar das críticas que transmitiram o desagrado na forma negativa como a Câmara se teria (eventualmente) relacionado com as Juntas e algumas Instituições e Associações, o certo é que Élio Maia (Câmara) perdeu por 30 votos em Eirol, por 100 votos em Esgueira e por 40 votos na Vera Cruz, sendo relevante o facto da Coligação reforçar a sua maioria na Assembleia Municipal onde apenas perdeu na(s) mesa(s) de voto de Eirol por 23 votos de diferença.
7. As diferenças consideráveis na eleição dos membros das listas da Coligação nas Assembleias de Freguesia, foram registadas: Aradas (555 votos), Cacia (1590 votos), Glória (1263 votos - o BE elegeu 1 mandato), Oliveirinha (931 votos), São Bernardo (800 votos) e Santa Joana (1949 votos).
8. Na conquista das Assembleias de Freguesia por parte das listas do PS, as diferenças são consideravelmente reduzidas: Eirol (156 votos), Esgueira (311 votos - eleição de 1 mandato para o BE) e Vera Cruz (127 votos - eleição de 1 mandato para o BE).
9. Nas restantes Assembleias de Freguesia, os resultados demonstram diferenças menos acentuadas, mas com vitória das listas da Coligação: Eixo (311 votos), Nariz (110 votos de diferença para a Candidatura de um Movimento de Independentes - para o PS a diferença foi de 179 votos), Requeixo (447 votos), S.Jacinto (28 votos).

Em resumo, ganhou a estratégia da Coligação "Juntos por Aveiro" sobre a estratégia do PS, sendo que os aveirenses, que expressaram o seu direito de cidadania, escolheram, democraticamente, as propostas e a continuidade da gestão do município por parte de Élio Maia e a sua equipa.

Actualização

Mais notícias relacionadas: em Notícias de Aveiro e Expresso on-line (declarações de Alberto Souto).
publicado por mparaujo às 20:01

29
Set 09
Não é só a nível nacional que os "desacatos" acontecem...

Dr. Raúl Martins questiona: Raul Martins desafia Élio Maia a esclarecer se é ou não arguido no processo da venda do terreno das piscinas do Beira-Mar. (fonte Terra Nova).

Dr. Élio Maia, desfaz as dúvidas: Aveiro: Élio Maia garante que não foi constituído arguido no caso das piscinas. (fonte Terra Nova).

Acho altura para fechar um assunto que já começa a ser uma "seca" (apesar de se falar de algo com água).
publicado por mparaujo às 21:54

01
Ago 09
Nos dias de hoje, a informação e os processos comunicacionais não podem, de forma alguma, excluir a "Sociedade em Rede" (no conceito do sociólogo Manuel Castells).
Daí que se espera que muita da informação, comunicação, interacção passe pela Internet e pelos espaços criados para o efeito: depois do "adoroaveiro.com", após a apresentação oficial da candidatura de Élio Maia, pela coligação, temos o "votoaveiro.com" (mesmo que ainda para "breve").
Estão lançados os dados autárquicos...
publicado por mparaujo às 22:53

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