Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

21
Set 16

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publicado na edição de hoje, 21 de setembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Livro “mal-dito”

A par da questão do imposto ou taxa “Mortágua” (património), que deixaremos para outras núpcias quando o que agora não passa de um conjunto de intenções, que muda constantemente ao sabor do vento, se tornar algo mais concreto e consistente; a par do aproximar da data do Orçamento do Estado para 2017 (ao qual acresce o cumprimento ou não do défice); a par da jogada política de antecipação autárquica de Assunção Cristas para Lisboa; o mediatismo dos últimos dias tem-se centrado na publicação do livro de José António Saraiva, “Eu e os políticos - o livro proibido”, com o selo das edições Gradiva.

Tive algumas dúvidas em escrever sobre tal tema uma vez que demasiada publicidade, nestes casos, leva a um significativo aumento da curiosidade e à compra de abjecta literatura. Mas como está na génese dos portugueses, no seu adn, é da condição lusa o gosto pelo mórbido, pela mexeriquice, pelo cheiro à devassa, pelo mal-dizer (salve-se o escárnio) e porque o tema entrou também ele na agenda e no discurso político, não quis deixar passar em branco porque é demasiado grave e tem suscitado críticas e posições públicas dos mais variados quadrantes político-partidários.

Que o autor (jornalista, ex-director do jornal Expresso e do jornal Sol) escreva um livro sobre a sua relação com políticos usando informação privilegiada ou confidencial, pretendendo demonstrar uma posição de relevo na comunicação social e na política que dificilmente alguém lhe atribuirá, é um exercício de puro egocentrismo e narcisismo que, criticável, não deixa de ser legítimo e sustentado no princípio do direito à liberdade de expressão. A questão prende-se mesmo com o conteúdo (mais que a forma) e com parte do próprio título do livro “(…) - o livro proibido”. Num país que vive siderado por uma “casa dos segredos” onde até a política já entra nada melhor que surgir à estampa o pior e o mais ignóbil da mexeriquice e da alcofa alheia. Só que o problema é que o livro é mais do que a mera mexeriquice, é a devassa da privacidade e da intimidade de terceiros, através de um ignóbil recurso a eventuais informações transmitidas por quem já faleceu e não está entre nós para o contraditório, o que, por si só, é plausível de processo-crime (segundo a Lei Penal em vigor), para além de uma gritante falta de carácter do autor pelo uso de informação confidencial e pessoal (no sentido de íntimo e privado). Obviamente, o “crime” compensará pela eventual perspectiva do autor e da editora no lucro das vendas. Pessoalmente, só desejo o maior dos falhanços. A vida privada, a intimidade de cada um, nada tem de político, nem partidário. Vale pela reserva desse importante direito, mesmo em confronto com a liberdade de expressão. Os portugueses não podem andar, legitimamente, a bradar aos céus e a todos os ventos a defesa de direitos pessoais como as contas bancários, dados pessoais, entre outros, e não deixarem de star preocupados com a facilidade com que se expõe em praça pública informação íntima e privada de terceiros, mais ainda usando um esquema deplorável de colocar a responsabilidade da informação em quem já não a pode contrariar (ou até provar) ou impedir a publicação da mesma.

Há, ainda, a primeira parte do título do livro: “Eu e os políticos”, deixando de lado o narcisismo do “eu”.

Portugal, ao longo da sua história política, cultural e social, sempre viveu sobre o manto da corrupção, do amiguismo, do caciquismo, dos favores pessoais, da cunha, etc. Apesar disso, há uma grande parte da sociedade que manifestamente tem vindo olhar para essas realidades de forma muito mais crítica e condenatória, principalmente quando envolve a política e os políticos. É por isso lamentável e criticável que para, José António Saraiva, a política, ou a “sua” política, e os políticos, com quem, profissionalmente, andou tantos anos de mãos dadas, se resuma a uma convivência pessoal e profissional do mexerico, da intimidade, da intriga, da sexualidade e da alcofa. Triste, abjecto, infeliz…

Por último, porque de política e políticos se trata, porque há sempre uma linha, ética e deontológica, muito ténue entre a política e o jornalismo, pelo conteúdo da publicação, é incompreensível para os portugueses, nomeadamente para os militantes e simpatizantes do PSD, que o líder social-democrata, ex-Primeiro ministro, actual líder do maior partido da oposição, com tantos problemas no país, se preze a um teatro mediático desprezível e se mostre disponível para apresentar, publicamente, o livro. Por maiores ligações pessoais que existam entre Passos Coelho e José António Saraiva, o líder do PSD sairá, publicamente, manchado. Era, e é, escusado.

publicado por mparaujo às 09:50

14
Jan 14

que é como quem diz: “pior a emenda que a azia…”

Já aqui (“Pela ética e lealdade para com a Rita Marrafa de Carvalho”) tinha comentado o inqualificável texto (“Três significativos episódios da sobranceria de arrivistas e da deplorável falta de chá”) do Provedor do Leitor do Diário de Notícias, Óscar Mascarenhas, a propósito da polémica gerada em torno de um mero e simples desabafo pessoal da Rita Marrafa de Carvalho, relacionada com a sua filha e com uma ida (em trabalho) à Presidência da república.

Depois de tudo o que foi dito (entre prós e contras) é óbvio que havia alguma curiosidade em se saber se o Provedor do Leitor do DN iria produzir algum texto em relação às críticas que lhe foram lançadas. Meu dito, meu feito. Apesar de ser, mais uma vez, desejável que a coluna do Provedor do Leitor do DN se confinasse aos seus objectivos, principalmente, para bem do próprio Diário de Notícias, eis que Óscar de Mascarenhas volta a cometer o mesmo erro pelo qual foi, largamente, criticado: o uso da coluna semanal do DN para tecer, de novo, considerações absurdas à jornalista Rita Marrafa de Carvalho.

Era, por mil e uma razões, escusado.

Lendo o Estatuto do Provedor do Leitor do Diário de Notícias, não encontro, em qualquer das suas linhas, algo que defina o âmbito de acção do Provedor para além da esfera do próprio jornal, da relação deste com os seus leitores, ou dos trabalhos efectuados pelos seus profissionais. Sendo assim, é condenável e lamentável que Óscar de Mascarenhas use um espaço específico e próprio do Diário de Notícias para vir tecer considerações sobre uma jornalista de um outro Órgão de Comunicação Social (ao caso, a RTP).

Lamentavelmente, para além do que atrás referi, Óscar de Mascarenhas extravasa, claramente, as suas funções óbvias e naturais de Provedor do Leitor do Diário de Notícias (e não de qualquer leitor de jornais, espectador de televisão ou ouvinte de rádio). Mas ainda mais longe. Deturpa inqualificavelmente o papel e a missão do Provedor do Leitor do Diário de Notícias quando afirma que escreve “na primeira pessoa, sem plurais majestáticos, não subi a um palanque exornado de qualquer autoridade e muito menos de poder e de esbirros para lavrar sentenças de cumprimento coercivo. Escrevo artigos de opinião. A minha opinião. A minha arma é o verbo e o meu mérito, quando o tenho, é o convencimento. Disparo de frente. E estou de frente à espera de réplica”. Fá-lo mas não devia. É óbvio que é a sua opinião, é na primeira pessoa que responde e se exprime, mas a sua “arma” e o seu “mérito” (se é que o tem) deveria estar, naquele espaço, compaginado às suas funções de Provedor do Leitor do Diário de Notícias. Mais do que isso, de facto, só se pode concordar com Óscar de Mascarenhas. Arranje “uma caixa de fruta que aguente consigo e leva-a para o Speaker"s Corner no Hyde Park, ali ao Marble Arch e, pode falar à vontade”. Com os argumentos e justificações que usa, espera-se mais… que pegue na “caixa de fruta” e vá para bem longe.

Para além disso, o que o Provedor do Leitor do Diário de Notícias não percebeu, rigorosamente nada, patavina, puto, zeros, nicles, …, é que, por afeição e por convicção, as criticas que lhe foram lançadas, para além do extravasar das suas funções, foram sustentadas no total despropósito, na falta de bom senso, de ética, de deontologia e de moral. Até porque a observação do Provedor em causa não se baseou em qualquer trabalho profissional da jornalista, em qualquer matéria jornalística. Baseou-se apenas e tão somente (como se nada mais houvesse no mundo da Comunicação Social para tratar) numa cusquice infantil do que a Rita Marrafa de Carvalho publicou, do foro da sua vida privada, na sua página pessoal do facebook. Aliás, é pena que não se tenha visto (sem qualquer pretensão de sugestão do que o Provedor deve ou não escrever) da parte de Óscar Mascarenhas tão célere e vigorosa opinião sobre o relatório da Procuradoria-Geral da República sobre a violação do segredo de justiça. Claro que não vimos (lemos)… isso já são assuntos sérios.

E é pena que a seriedade não seja consistente no desfilar de caracteres na coluna do Provedor do Leitor do Diário de Notícias. Porque as diferenças são evidentes e o querer, sem conseguir minimamente, disfarçar e tentar lavar a péssima imagem que deixou não foi conseguido.

No primeiro texto, o Provedor do DN refere-se em relação à Rita Marrafa de Carvalho como uma “certa famosa jornalista de televisão”, “vedeta televisiva ofendida”, “vedeta de televisão incomodada”, ou ainda, “só posso dizer que ela saiu do bairro e entrou do lado errado da Universidade”.

Agora, não sei se movido por algum acesso de remorsos, afirma, no texto do passado sábado, “não tenho memória de alguma vez ter falado ou sequer cruzado com a jornalista, de quem, aliás, guardo a imagem de uma boa profissional de televisão, segura nos diretos e com estofo para reportagens com profundidade. Não tenho dela a perceção de ser uma jornalista de investigação, pelo menos no conceito académico que me atrevi a construir - mas pode ser falta de informação minha, admito”. Pois admite muito pouco. Demasiadamente pouco ou nada, como da primeira vez. Vazio.

Para finalizar, há, no entanto, algo que não posso deixar de concordar com Óscar Mascarenhas quando ele afirma que “no fim de cada curso, desejo o melhor aos meus alunos. Mas peço-lhes por tudo: "Não digam que tiveram aulas comigo. É desemprego certo”. Não tenho quaisquer dúvidas.

Pena que o Conselho de Redacção do DN não tenha a mesma percepção.

publicado por mparaujo às 16:07

04
Jan 14

A “polémica” tem a data do dia 20 de Dezembro de 2013. Polémica gerada mais pelos comentários, pela diversidade dos comentários, pelo aversão, pelo mau estar e pela estupefacção que a situação gerou, do que pelo acontecimento em si. Os factos (e não só)…
A jornalista Rita Marrafa de Carvalho, no dia 20 de dezembro (sendo este um período de férias escolares) ia levar a sua filha de 7 anos de idade para um ATL da RTP quando foi destacada para a cobertura da chegada da Ministra da Justiça, Paula Teixeira, ao Palácio de Belém, com os indultos para serem despachados pelo Presidente da República. Morando a cerca de 100 metros do local, evitando o constrangimento de ter de fazer cerca de 28 km (acrescido do transtorno do tempo de deslocação), não tendo com quem deixar, mesmo que temporariamente, a sua filha, decidiu ir a pé com ela, até à residência oficial da Presidência da República. Ao chegar lá foi confrontada pelos serviços de segurança com o facto de não poder entrar com a filha. Nos vinte minutos que durou a cobertura noticiosa, a Mariana ficou à responsabilidade de um agente da PSP que se dispôs a tomar conta da criança. Até aqui nada de especial não fora o facto da Rita Marrafa ter sentido, com toda a legitimidade, algum constrangimento e revolta pela posição da Presidência da República. Isto quando é sabido que em datas “solenes” o Palácio de Belém é “assaltado” por centenas de visitantes e ranchos folclóricos. Mas claro, a pequena Mariana (7 anos) seria um grave problema de segurança de Estado ou de “limpeza dos tapetes” de Belém, ou ainda, quem sabe, seria portadora de algum cartaz menos próprio para mostrar perante as câmaras (e não se pode perturbar o sossego do Sr. Presidente Cavaco Silva). No seguimento da polémica houve a exposição de casos em que foi permitida a entrada de crianças a acompanhar pais jornalistas. Enfim, critérios…
Apesar dos factos terem acontecido em contexto profissional, a realidade é inteiramente pessoal e familiar, numa conflitualidade de mãe-profissional que a sociedade ainda não consegue, infelizmente, clarificar, promover e apoiar. Seja mãe ou pai… quem nunca em criança passou horas a fio nos locais de trabalhos dos seus pais, ou quem nunca levou por alguns momentos os filhos para o seu local de trabalho (seja ele qual for)? Aliás, sobre esta realidade das mães e pais e a profissão, é importante recordar a acção da eurodeputada italiana Licia Runzulli ao levar, durante vários anos, a sua filha para o Parlamento Europeu.
Com toda a legitimidade de um Estado de direito, democrático e constitucional, a Rita Marrafa de Carvalho sentiu-se no direito de expressar o seu descontentamento, de forma muito simples, pela situação gerada, num espaço que é seu, pessoal, particular, mesmo que público e de acesso “aberto” (numa das suas duas páginas do facebook). Nada que qualquer cidadão não o faça, usando o direito fundamental da liberdade de expressão e de opinião. Para além disso, esta questão de que os jornalistas têm que assumir a sua profissão 24 horas por dia, 365 dias por ano, independentemente de se encontrar ou não em serviço, é de uma visão tão primitiva e redutora daquilo que é a realidade pessoal, a vida de cada um, a particularidade do ser humano, o seu universos individual, fora do seu contexto e da sua profissão.
Só que, desta feita, começaram a surgir os primeiros “confrontos” de opiniões. Mas mesmo assim, nada que não seja natural quando expomos a nossa opinião e a assumimos publicamente. A pluralidade de opiniões só favorece o sentido crítico e o confronto de ideias. Só que, nestas coisas há sempre um mas… E o “mas” surgiu quando a simples e legitima opinião contrário deu origem ao mais surreal, incrédulo e ofensivo comentário de um “famoso” jornalista/operador de câmara português residente nos Estados Unidos (Mário Rui de Carvalho), numa partilha feita pela jornalista Joana Latino (tal como muitas outras partilhas de que quis dar o seu apoio à Rita Marrafa).
Quatro notas: 1. O comentário é de um chauvinismo inqualificável, de um sexismo deplorável e de uma visão machista sobre a sociedade e o exercício laboral; 2. O Sr. não tem a mínima noção da realidade laboral em Portugal, seja qual for a profissão. E não o sabendo deveria ter-se inteirado antes de comentar, já que a realidade laboral portuguesa e norte-americana não são comparáveis; 3. É qualquer coisa surreal, ridícula, sem qualquer sentido, a observação sobre um eventual processo disciplinar a instaurar pela RTP à Rita Marrafa de Carvalho; 4. O facto do Sr. Mário Rui ser um famoso operador de imagem, com vários prémios nos estados Unidos, com inúmeras reportagens de guerra, não lhe dá o mínimo direito de dar lições de moral e de escolhas profissionais sobre algo que não tem a ver com o jornalismo, mas sim com a vida pessoal e familiar de uma jornalista (que são coisas diferentes).
A polémica tinha sido “enterrada” com o Ano Novo e permanecido nos anais de 2013 da vida pessoal da Rita Marrafa, quando inesperadamente é reacendido o tema de uma forma completamente atípica, sobrenatural e inqualificável. Eis que hoje, a coluna do Provedor do jornal Diário de Notícias é preenchida, com a assinatura do Provedor do Leitor, com a repescagem da controvérsia, sob o título “Três significativos episódios da sobranceria de arrivistas e da deplorável falta de chá”. E esta foi pior a emenda que o soneto. Isto ultrapassa todos os limites do bom-senso, do aceitável, do ético e da deontologia. Aliás algo tão assumido pelo Sr. Provedor do Leitor do DN, que acaba por se “virar o feitiço contra o feiticeiro”. De forma telegráfica porque a única coisa que me merece é o respeito, a defesa, a consideração e a admiração pela Rita Marrafa de Carvalho.
1. É condenável (muito mais que criticável) que Óscar Mascarenhas use a sua qualidade de Provedor do Leitor do DN, aquela coluna específica e com especificidades concretas e particulares, para criticar um profissional que não pertence ao Diário de Notícias. Muito menos sem qualquer solicitação por parte dos leitores. Não seria igualmente aceitável que o Provedor do Leitor do Público, do Telespectador ou do Ouvinte da RTP, viessem tecer considerações sobre o Provedor do Leitor do Diário de Notícias.
2. Nada do que aconteceu tem qualquer relevância do ponto de vista jornalístico. Apenas uma situação pessoal, privada e familiar (mesmo que em contexto profissional). A situação é ainda mais criticável quando o Provedor do Leitor do DN recorre a factos da vida privada e pessoal da jornalista Rita Marrafa de Carvalho (posts colocados nas suas páginas do facebook) para tecer as suas considerações.
3. É curioso que quem fala de ética, deontologia e lealdade nem se atreve, numa única linha do texto, a proferir o nome da Rita Marrafa. Mais ainda, para um Provedor do Leitor (já nem me refiro à sua condição de jornalista e de professor universitário) é de uma baixeza e de uma falta de carácter que se tenha refira à Rita Marrafa como: “certa famosa jornalista de televisão”; “a madame jornalista”; “em defesa da vedeta de televisão incomodada em Belém”; “a mesma jornalista e um pedante e decadente humorista televisivo”; “a vedeta televisiva”; “a distinta jornalista televisiva” (sendo óbvio o sentido pejorativo de ‘distinta’).
4. Por último, “o feitiço contra o feiticeiro”. O Provedor do Leitor do DN não tem qualquer moral, ética ou legitimidade para proferir tais “discursos”. E muito menos tem o direito de reclamar, nos outros, a falta de chá (que não deve ter tomada em pequenino). Para além de ter usado, em anteriores textos, termos como “paulada nos jornalistas” ou condenado a liberdade de expressão de cidadãos (que são, profissionalmente, jornalista), de igual forma como o fez hoje, é bom recordar (já que gosta tanto de redes sociais) a pressão que exerceu num grupo do facebook (jornalistas) para “silenciar” a polémica em torno da “mala da Pepa”, só porque a pessoa em causa era amiga da filha, só demonstra a qualidade moral, ética, deontológica e profissional do actual Provedor do Leitor do DN. (informação prestada pelo jornalista João de Sousa).
A Rita Marrafa de Carvalho devo este desfilar de caracteres como forma de expressar a minha solidariedade, consideração, admiração e respeito.
Bem como para com todos os camaradas (apesar do não exercício profissional porque a vida assim não o permitiu ou não o quis, e as incompatibilidades legais não deixam) que, por força das circunstâncias da vida, têm de levar os filhos para as suas actividades profissionais (e não são assim tão poucos quanto isso, como foi demonstrado). Aliás, não só em relação aos jornalistas, mas a todos os que trabalham e, pelos mais diversificados contextos, passam pelas mesmas preocupações (infelizmente a sociedade não cuida destes pormenores, nem a escola pública, nem o Estado, nem todos têm avós à “mão de semear”).
Ainda uma nota para a Joana Latino que "encarnou" a situação da Rita Marrafa como ninguém.

publicado por mparaujo às 23:14

22
Fev 12
É certo que a Comunicação Social vive um momentos de indefinição, de readaptação a novas realidades e desafios, vive algum inconstância, tem graves crises existenciais (a todos os níveis: estruturais, laborais, profissionais, de sustentabilidade), há mau e deficiente jornalismo, e não é isenta de erros (uns mais graves que outros).
Veja-se o caso da notícia da Lusa em relação à demissão do treinador do Sporting, Domingos Paciência ao invocar "fonte anónima" ou "fonte próxima" ou ainda "fonte confidencial" (recurso tantas vezes banalizado pelo excesso e "uso e abuso" - ler com especial atenção: Estrela Serrano em “Cozinhar notícias" ).
Também o rigor informativo, quando não cuidado pode levantar dúvidas quanto à intenção da informação veiculada, está muitas vezes arredado das páginas dos jornais e revistas, das televisões ou dos microfones das rádios. O exemplo é referenciado e criticado pelo Francisco Silva, no artigo 58, em "#presstitutes".
No caso da TVI é reconhecido o esforço e o mérito por relançar a informação como uma "bandeira" do canal mais visto em Portugal. De certa forma, tentando equilibrar com a questionável programação.
Seja na TVI seja na TVI24, a informação tem merecido especial atenção e vai conquistando o seu lugar. Mesmo que, em muitos casos, vá balançando entre o interessante/excelente e algo que nos faz crer que estamos a folhear a edição do dia do Correio da Manhã.

E a problemática e controvérsia existe não pelo acto do jornalista/repórter de imagem da TVI, não por ser um órgão de comunicação social português, nem pelo facto de estar envolvido o Ministro das Finanças de Portugal (um dos três países europeus resgatados). Mas sim porque esteve envolvido o Ministro das Finanças..... Alemão!!!! Sim... desse intocável, imaculado e supremo país europeu que, apesar da exclusão das armas e da guerra, controla a Europa através da moeda. E "controla" é, claramente, um eufemismo...
Percebe-se por tudo isto, e louva-se,  a posição da TVI sobre o caso: "Conversa entre ministros: nota editorial".

Cabe ainda esta notícia do Expresso onde se coloca a questão: Escutar é legítimo ou não?, com destaque para o comentário de Eduardo Cintra Torres e Joaquim Vieira (já que não concordo com o depoimento de Carla Baptista e, neste caso, a opinião de Estrela Serrano sai fora do âmbito abordado - comunicação social - já que aborda a parte política).
publicado por mparaujo às 00:18

18
Out 11
(fonte: dn online)
O Correio da Manhã publicou, no passado dia 16 de Outubro, uma notícia onde retrata as remunerações da entidade reguladora da comunicação social - ERC.

Aliás, nunca nenhum órgão de comunicação social, seja qual for o meio (jornal, televisão ou rádio) publicou tanta informação e notícia sobre a ERC como o Correio da Manhã, ao ponto de me atrever a afirmar, mesmo sem as "contas feitas", que este jornal sozinho terá publicado tantas ou mais notícias sobre a ERC que todos os outros órgãos de comunicação social juntos. 

E não será muito difícil de confirmar... se fizermos no site do Correio da Manhã uma pesquisa por "ERC" obteremos 765 resultados!!!! Lembremos que a ERC foi constituída/criada em 2006.

Mas tal como em muitas outras notícias, o rigor, a deontologia e a consciência da verdade informativa é, parafraseando a "moda", uma cena que ao jornal (e alguns jornalistas) não lhe assiste.
E esta é, tão somente, mais uma "história"...
De facto, errar é humano... insistir no erro é incompetência ou intencionalidade!



Duas notas à margem:
1. foi com muita honra que recebi, no dia 15 de Outubro, das mãos do ainda Presidente da ERC o certificado de conclusão do Curso Pós-Graduação em Direito da Comunicação, na Faculdade de Direito de Coimbra / Instituto Jurídico da Comunicação.
2. nutro pelo director-adjunto do Correio da Manhã, Eduardo Dâmaso uma significativa admiração profissional, sendo de lamentar que não esteja noutro órgão de comunicação social.
publicado por mparaujo às 21:59

11
Set 11
Estrela Serrano (resumo carreira profissional), uma das minhas referências pessoais na Comunicação Social, através do seu "espaço" de análise, concepção e crítica: "Vai e Vem", já tinha abordado (com honrosa partilha de visões e opiniões no twitter, mesmo que resumidamente, e fruto deste meu texto) a questão dos limites da imprensa e do que deve ser o legítimo "interesse público" (diferente do que é o interesse do público) neste texto "A dupla devassa dos registos telefónicos de Nuno Simas".

Agora, é relevante e interessante a outra face do jornalismo, do papel do jornalista e dos órgãos de comunicação, com a selecção criteriosa do que deve ser, ou não, o "interesse público" que legítima a sua importância para a sociedade e para os cidadãos: a ler... "Uma porta fechada com vários buracos".
publicado por mparaujo às 17:03

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