Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

01
Mai 19

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(fonte da foto: arquivo RTP)

Há 5 dias celebraram-se os 45 anos do 25 de Abril de 74.
Hoje, de novo a referência a mais 45 anos... desta vez a relembrar a primeira celebração do 1.º de Maio ( de maio de 74).

A CGTP-In junta milhares de trabalhadores em desfile em Lisboa, com a presença de Catarina Martins (BE) e Jerónimo Sousa (PCP).
Já a UGT ruma ao norte, até Braga, e conta com a presença de Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS.

Em ano eleitoral (legislativas agendadas para outubro) não é de estranhar que haja, nos discursos dos dois secretários-gerais sindicais, abordagens comuns nas várias áreas laborais e sociais, "ameaças" ao governo com anúncios de greves e presença nas ruas. É o 1.º de Maio, na sua tradição e fulgor.

Mas este 45.º aniversário traz uma interessante oportunidade de reflexão.

1. Estranhamente, ou não, ao fim de quatro anos de legislatura do PS, com apoio claro e efectivo (por mais que queiram disfarçar) do PCP e BE, a "geringonça" não chegou ao sindicalismo, principalmente às duas centrais sindicais portuguesas. A distância e as posições geográficas não são meras coincidências organizativas.

2. A presença de Ana Catarina Mendes cola, claramente o PS e o Governo à UGT. Sendo que, a presença no desfile da CGTP de Catarina Martins e Jerónimo Sousa, selam a influência política claríssima (para não dizer a manipulação político-partidária) do BE e do PCP nesta central sindical.

3. Estas notas, parecendo mais que óbvias e históricas, são, em 2019, relevantes, não pelo passado do sindicalismo nacional mas pelo que a concepção sindical representa hoje e o seu futuro. E era bom que a própria UGT e CGTP reflectissem sobre o seu papel, as suas acções, e, principalmente, as suas estruturas.
Se o sindicalismo foi, por natura e pela história, uma realidade maioritariamente de esquerda (e centro-esquerda), hoje, face ao cansaço, desgaste e desilusão da influência partidária nas estruturas sindicais, essa realidade começa a ser colocada em causa. Basta, como exemplos, recordar o surgimento de novos sindicatos, independentes, fortemente sectoriais, com recente expressão social: STOP (Sindicato de Todos os Professores); ASPE (Associação Sindical dos Enfermeiros) e o "famoso" SNMMP (Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas).

4. Por último, para um Governo (coadjuvado por BE e PCP... pasme-se) que se afirma de esquerda, tão defensor dos trabalhadores, que não tem qualquer topete em se vangloriar publica e mediaticamente com supostas, inconsequentes e discutíveis medidas e políticas laborais, melhorias da qualidade de vida dos portugueses e sustentabilidade económica dos mercados e das empresas, era bom que, 45 anos depois da primeira celebração do 1.º de Maio, em Portugal, olhassem para a forma como têm gerido politicamente o direito à greve, como têm encarada a legitimidade constitucional da greve e o seu conceito, e para os números, cada vez mais elevados (maiores que no tempo da Troika) de pré-avisos e de greves levadas a cabo nesta legislatura que se aproxima do fim.

Este 45.º "1.º de Maio" é uma boa lição para o Governo e para a esquerda.

publicado por mparaujo às 18:10

04
Mai 14

A leitura indicia uma relação contextual com o Dia do Trabalhador (1º de Maio). Não por acaso foi escrito logo após as comemorações do 1º de Maio. Não fora esta data, o texto poderia igualmente ser extremamente pertinente para o Dia da Mulher.

Mas a verdade é que a jornalista da RTP, Cristina Esteves, na sua crónica quinzenal no Diário Económico, é extremamente feliz na oportunidade e conjunção do Dia do Trabalhador com o Dia da Mãe.

O resultado não podia ser melhor. Sem o recurso a feminismos demagogos ou radicalismos conceptuais, a Cristina Esteves consegue ultrapassar o misticismo dos cansáveis "Hoje é Dia de...", das inúmeras e cada vez mais desvalorizadas e desvirtuadas efemérides, para apresentar uma reflexão importante e interessante sobre o papel das mães enquanto trabalhadoras/empregadas. Nomeadamente, nos desafios, obstáculos e limitações que se colocam às mães/trabalhadoras na realidade laboral dos dias de hoje.

Neste "A ler os outros...", sobre o artigo de opinião da Cristina Esteves "Diferenças no Género" (publicado na edição de sexta-feira, dia 2 de maio, do Diário Económico), fica espelhado e expressado o meu respeito e consideração por todas as Mães, com destaque para aquelas que, de forma heróica, se dividem entre a família e o trabalho.

A minha mãe foi disso exemplo...

A da minha filha exemplo é.

publicado por mparaujo às 08:24

01
Mai 12

Hoje, 1º de Maio, a notícia principal é a campanha levada a cabo pelo Pingo Doce, no primeiro Dia do Trabalhador em que todas as grandes superfícies estiveram abertas.

E esta é que é a principal questão: a legitimidade (não estou a dizer legalidade) e moral para abrirem as portas no Dia do Trabalhor (feriado).

E mesmo esta questão levanta algumas dúvidas: porque não se insurjem os arautos sindicalistas de esquerda contra as centenas de empregados de cafés ou restaurantes, de postos de combustíveis, de quiosques de jornais, de televisões, rádio e jornais?! Não são também trabalhadores?!

O resto foi uma excelente acção de marketing, de promoção e de benefícios para os consumidores e para muitas famílias.

O que esta campanha demonstrou foi a realidade de um país empobrecido, em dificuldades e que qualquer "migalha" é sempre bem-vinda e aproveitável.

A verdade é que o Pingo Doce soube aproveitar o dia para limpar stocks, ganhar muito dinheiro mesmo com o desconto porque aumentou o volume de vendas num dia e soube compensar os próximos dias com a angariação de clientes da concorrência.

Quanto à medida ela não é, em nada, diferente da do Continente, por exemplo. Ao menos esta é mais "verdadeira! porque não "obriga" o cliente a voltar ao hipermercado, a fazer mais compras, para poder usufruir do desconto prometido.

Aliás, não é nada difícil qualquer família (na maioria dos casos) gastar mais de 100 € em compras mensais num hipermercado. Só quem não as faz é que fica admirado.

Tudo o resto é politiquice e demagogia pseudo-ideológica...

Por fim... ninguém foi obrigado a ir ao Pingo Doce. Uns foram porque quiseram, outros, se calhar imensos, foram porque precisaram.

 

(créditos da foto: diário de notícias)

publicado por mparaujo às 19:50

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